“Plano Ciro”: governadores querem sacrificar Lula e a luta para se reeleger

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No início de abril, milhares de trabalhadores cercaram o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e colocaram, pela primeira vez, o golpe de Estado. Os trabalhadores conseguiram impedir a prisão do ex-presidente Lula por cerca de 24h e começaram a criar um grande impasse no Regime Político.

Mesmo após a prisão de Lula, o maior ato do dia do trabalhador foi realizado em Curitiba, onde se encontra o ex-presidente. No ato, os manifestantes mostraram total apoio ao ex-presidente e repúdio aos golpistas, demonstrando que os trabalhadores não estão dispostos à conciliação com os golpistas.

Na contramão desta forte tendência à luta contra o golpe, os governadores de partidos de esquerda estão articulando um golpe nos trabalhadores: o apoio à candidatura de Ciro Gomes. Camilo Santana, do Ceará, Rui Costa, da Bahia, e Fernando Pimentel, de Minas Gerais, já deram declarações afirmando que o PT não poderia ficar “isolado” nas eleições. O absurdo, no entanto, é que a candidatura de Lula é o que há de mais popular no país – isto é, é a candidatura que deixaria o PT, que é o partido desses três governadores, ao lado da esmagadora maioria da população. Flávio Dino, governador do Maranhão pelo PCdoB, tem defendido ainda mais abertamente a candidatura de Ciro Gomes.

O apoio a Ciro Gomes não contribuirá pela liberdade de Lula, mas sim para que a mobilização em torno de sua liberdade seja arrefecida. Por isso, é necessário repudiar as candidaturas abutres e fortalecer os comitês de luta contra o golpe. Eleição sem Lula é fraude!