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Luta pela terra
Pistoleiros fortemente armados atacam indígenas com apoio da Polícia
Latifundiários contratam pistoleiros e a polícia militar do Mato Grosso do Sul para atacar os indígenas Guarani Kaiowá da região de Dourados.
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Luta pela terra
Pistoleiros fortemente armados atacam indígenas com apoio da Polícia
Latifundiários contratam pistoleiros e a polícia militar do Mato Grosso do Sul para atacar os indígenas Guarani Kaiowá da região de Dourados.
PM atacando os indígenas em Dourados/MS. Imagem: reprodução.
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PM atacando os indígenas em Dourados/MS. Imagem: reprodução.

Nesta sexta-feira (03/01), indígenas Guarani Kaiowá foram atacados por um grupo de 40 pistoleiros fortemente armados na Perimetral Norte, no município de Dourados, estado do Mato Grosso do Sul. A ação organizada pelos latifundiários foi uma tentativa de expulsar os indígenas do local e resultou em 5 pessoas feridas a bala.

Esta ação criminosa que durou quase o dia inteiro, ocorreu dois dias depois em que latifundiários e pistoleiros invadiram e incendiaram a casa de reza da comunidade indígena Laranjeira Nhanderu, no município de Rio Brilhante.

Após os pistoleiros atacar os indígenas e receberem uma resposta a altura que evitou uma violência maior, os latifundiários chamaram a polícia para atacar ainda mais os indígenas. Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e Força Tática chegaram e foram para cima dos indígenas para reprimir e expulsá-los da área, mas foram expulsos pelos indígenas que revidaram e fecharam a rodovia Perimetral Norte por várias horas para resistir aos ataques.

 

Polícia atua em defesa do latifúndio

 

A ação criminosa dos latifundiários contou com o apoio irrestrito dos policiais militares da região. A polícia da região, seja civil, militar ou federal, é conhecida por atuar contra os indígenas e defender abertamente os latifundiários.

A sede do DOF, órgão da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul, está localizada em um prédio da Organização não-governamental ‘Salve’, formada por latifundiários para financiar a polícia da região.

Durante a ação, o comandante da Polícia Militar de Dourados, tenente coronel Carlos Silva, atacou os indígenas dizendo que “eles acabaram colocando fogo em alguns locais, tentaram obstruir a via e quando o DOF foi chamado para fazer apoio, também foi atacado, assim como o veículo da imprensa”. “São vários índios que não fazem parte nem da aldeia Bororó nem da Jaguapiru. Eles mesmos dizem que são de fora da cidade de Dourados, então não deveriam estar aqui provocando esse tipo de situação”, disse.

 

É preciso se reagir a altura

 

Os indígenas Guarani Kaiowá deram uma resposta a altura para os latifundiários, as dezenas de pistoleiros e as forças policiais que atuam como guarda dos latifundiários e não saíram do local e reagiram a altura, evitando de perder as áreas retomadas ou uma violência maior contra seus integrantes.

Apesar de alguns feridos, a resposta deixou os latifundiários sem reação e intimidou seus pistoleiros formado pela polícia local. Esse exemplo deve ser seguido e as organizações devem apoiar os indígenas e a formação de grupos de autodefesa fortemente equipados para reagir a violência dos latifundiários e do Estado.

A escalada de violência está aumentando a níveis altíssimos e que se agravou com o governo Bolsonaro em 2019. Bolsonaro é o governo dos latifundiários e está dando o aval para que os latifundiários tomem a decisão que quiserem para acabar com a luta pela terra.

É preciso organizar os comitês de autodefesa, lutar pelo direito ao armamento e derrotar o governo Bolsonaro o mais rápido possível, pois não dá para esperar 2022.

 

Veja abaixo imagens e vídeos da ação criminosa dos latifundiários em conjunto com a polícia militar: