Violência contra camponeses
Policiais e pistoleiros ameaçam camponeses em Pernambuco.
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Trabalhadores do campo | Foto: Reprodução
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Trabalhadores do campo | Foto: Reprodução

A história dos conflitos pelo controle da terra já soma quase 500 anos no nosso território, começou com a violenta invasão portuguesa dos territórios indígenas e tem continuidade com o processo de grilagem de terras que beneficia o agronegócio e assola violentamente os camponeses no nosso país.

Mais um capítulo desta história foi escrito na comunidade de Barro Branco em Jaqueira no Estado de Pernambuco, três policiais invadiram a casa de uma agricultora sem ordem judicial e agrediram verbalmente e ameaçaram prender os moradores quando estes lhe perguntaram pela ordem da justiça.

Na Comunidade de Engenho Fervedouro, vizinha à comunidade de Barro Branco também ocorreram atos de violência. As duas comunidades vem sendo ameaçadas por causa de conflitos pela posse da terra envolvendo interesses da empresa agropecuária Mata Sul S/A que contratou pistoleiros que rondam frequentemente a comunidade e destroem plantações de alimentos dos camponeses.

A grilagem de terras tem raízes profundas na história do nosso país, mas, em tempos de governos autoritários como durante a ditadura militar ela correu mais a solto e fez inúmeras vítimas entre as comunidades camponesas. Sempre contando com a anuência de policiais e políticos o agronegócio atacou ferozmente as propriedades das comunidades camponesas Brasil a fora.

Agora vivemos em um contexto parecido, desenha-se perigosamente uma ditadura de inspiração fascista em nosso país que ataca frontalmente, junto com seus agentes os interesses da classe que vive do trabalho. Com a certeza da impunidade estes criminosos ameaçam famílias levando terror aos lares camponeses e tentando inviabilizar a sua sobrevivência destruindo plantações dentre outras atrocidades.

A Comissão Pastoral da Terra está apoiando as famílias camponesas e denunciando as violências cometidas em nome da agropecuária Mata Sul S/A. Porém, por difícil que pareça, para enfrentar este tipo de problema é preciso ir além da denúncia às autoridades, é necessário que busquemos a unidade entre trabalhadores do campo e da cidade num esforço coletivo para derrubar este governo fascista e golpista que legitima, ao fazer vistas grossas, os nefastos interesses do agronegócio que atacam sistematicamente as famílias camponesas.

Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

 

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