Terror no campo
Acontecimento se deu no acampamento Osmir Venuto, mantido pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP), na região de Eldorado dos Carajás no Estado do Pará
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Camponeses fugindo de acampamento em chamas. | Foto: Reprodução.

Pistoleiros com armas de grosso calibre invadiram, na madrugada do dia 14 de dezembro, o acampamento Osmir Venuto, mantido pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP), na região de Eldorado dos Carajás no Estado do Pará.  Dispararam armas de fogo, queimaram barracos, animais e veículos e propagaram o terror entre os camponeses. Famílias inteiras de camponeses correram para a mata e muitos camponeses ficaram feridos, inclusive mulheres, idosos e crianças.

Este ato terrorista levado a efeito a mando do latifúndio se insere num quadro histórico mais amplo que registra uma série de ataques desferidos pelos latifundiários contra os camponeses tanto no Pará como em outras partes do país. Os chamados conflitos agrários, ou conflitos pela posse da terra registram vítimas desde o início da colonização do nosso país e os primeiros exterminados ou expulsos das suas terras pelo latifúndio foram os povos indígenas.

Desde lá até os dias atuais os ataques contra os camponeses contaram com o apoio de autoridades do Estado, desde políticos, chefes de cartórios, policiais, dentre outros. Agora estas iniciativas estão cada vez mais comuns uma vez que os grileiros e latifundiários contam com o apoio do governo Bolsonaro e com a leniência dos militares.

Isto sem mencionar os interesses imperialistas que estão por trás do latifúndio e que tratam como uma ameaça ao sistema capitalista mundial as organizações camponesas de luta pela posse da terra a nível nacional. É como se estivesse dentro da lei aterrorizar, ferir e matar camponeses e como se a luta estivesse fora da lei.

Todos os organismos de esquerda e mesmo progressistas do país devem denunciar estes ataques contra a porção dos trabalhadores brasileiros que se ergue pela luta por uma sociedade mais justa e igualitária onde os trabalhadores tenham meios dignos de sobrevivência. A luta camponesa por outro lado reflete a luta pela produção de alimentos para o abastecimento interno uma vez que o agronegócio produz exclusivamente para abastecer o mercado externo.

Assim urge derrubar palas ruas o governo que legitima o terrorismo contra trabalhadores camponeses no Brasil. É preciso gritar pelo Fora Bolsonaro! É preciso defender a candidatura de Lula para as eleições de 2022.

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