Pelo direito à terra
Em mais uma investida dos latifundiários e da extrema direita, acampamento do MST em Paulo Afonso – BA sofre novo Ataque.
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SãoJose (2)
Famílias do Acampamento São José, foto de 2016 | Foto: Jornal Alagoas 24 horas

Paulo Afonso, cidade baiana próxima à divisa com o estado de Alagoas, é um dos focos frequentes de ataques a pessoas do campo e comunidades de moradores sem terra no país e essa realidade truculenta se repetiu nesta sexta feira, 12/09/2020. 

De acordo com denúncia feita pela página do facebook “Voz do Movimento”, Disponível no link <https://www.facebook.com/vozdomovimento/>, que divulga notícias do Movimento dos Trabalhadores sem terra na Bahia (MST), três homens invadiram o acampamento São José, em Paulo Afonso, por volta das 01h30min, numa tentativa clara de intimidar os moradores  que lá residem. Ainda, segundo a página, os homens estavam em um automóvel não identificado e tentaram atear fogo no espaço. Como não foram bem sucedidos, efetuaram alguns disparos e se retiraram do lugar.

O Acampamento São José existe desde 2004 e é  composto, segundo dados do MST, por cerca de 80 famílias que se assentaram em uma área inicialmente pertencente à Usina Ouricuri. Neste acampamento, as famílias fazem lavoura de hortaliças como feijão, milho e macaxeira e, desde a sua existência, é alvo de intensos e constantes ataques de latifundiários e do poder repressor estatal através de políticos da região envolvidos em conluios  com os grandes donos de terras. Segundo informações contidas em site do MST, o acampamento já resistiu há mais de doze tentativas de despejo, além de assassinatos de grandes lideranças dos moradores.  

Assim como aconteceu no Acampamento São José, os ataques a movimentos sociais e assassinatos a seus membros e líderes, que é era uma realidade constante há muito tempo, têm se intensificado com o advento do golpe de estado em 2016 e, desde então, apenas piorou quando o governo golpista Bolsonaro tomou as rédeas do país. É sabido que o objetivo final do governo bolsonaro é extinguir movimentos e partidos sociais e o MST, com sua pelo direito a terra, está entre os primeiros alvos. Deste modo, é preciso denunciar e resistir às investidas da direita promovida, se organizar em conselhos de auto-defesa e lutar pelo Fora Bolsonaro e pela derrubada do sistema capitalista, por uma sociedade mais igualitária e sem violência no campo. 

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