“Pior que traficante”: Justiça de Curitiba proíbe Lula de dar entrevistas

A carcereira do ex-presidente Lula, juíza Carolina Lebbos, indeferiu, nesta quarta (11), pedido da defesa de Lula para que o candidato tivesse direito a gravar videos e conceder entrevistas de dentro da prisão.

Do alto da sua soberba, conduta típica do “quadrilhão do judiciário” corrompido pelos “donos do golpe”, Lebbos declarou em seu despacho que a situação do candidato Lula “se identifica com o status de inelegível”, quando, pela legislação eleitoral do país, Lula não apenas pode ser candidato como até eleito.

O outro argumento levantado pela juíza é o de que o artigo 41, XV, da Lei de Execução Penal, o contato do preso com o mundo exterior se dá “por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes”.

A esse respeito, como muito bem se pronunciou a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffman, a “Justiça brasileira permite entrevistas com Fernandinho Beira-mar e Marcinho VP, mas não permite com Lula, o maior líder popular do nosso país. Se isto não é perseguição, é o que?”

Lula é um preso político, os “donos do golpe” buscam a todo custo bani-lo não simplesmente das eleições, mas da própria vida política no país, pois sua figura representa o repúdio da esmagadora maioria da população à destruição do Brasil.

Sem dúvidas que as medidas judiciais cabíveis devem continuar a ser uma via da defesa de Lula, até mesmo com o intuito de denunciar o próprio judiciário golpista, mas nem de longe esse deve ser o eixo da luta pela sua liberdade e pela garantia da sua candidatura.

A única via de fato que possa colocar em cheque o golpe e às condições em que se encontram Lula é uma ampla mobilização popular que seja capaz de derrotar todas as instituições golpistas, como o próprio Judiciário.

Para isso, todos os ativistas politicos que querem derrotar o golpe e garantir a liberdade e a candidatura de Lula devem participar na Conferência Aberta dos Comitês de Luta Contra o Golpe, que será realizada em São Paulo nos próximos dias 21 e 22 de julho. Construir milhares de comitês por todo o país em torno de um programa de luta e mobilização é a tarefa do momento.