Campanha direitista
Imprensa segue atacando o ex-presidente Lula, tendo como alvo principal a necessidade de esvaziar a política de qualquer forma de resistência à agenda golpista
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Lideranças populares não são toleradas pela direita imperialista | Reprodução / DuckDuckGo

O jornalista burguês Ricardo Noblat, em coluna à Revista Veja, tratou das recentes declarações de Lula ao canal TV Democracia a respeito da situação do PT nas eleições presidenciais de 2022. Destacando o fato de que o PT já inicia qualquer disputa com pelo menos 30% do eleitorado, o colunista trata do fato, um tanto óbvio, de que o tamanho do PT é uma conquista do partido, que (naturalmente) não irá abrir mão de sua força em favor de candidaturas com menor expressividade. Ao fim do texto, Noblat lembra que Lula terá 78 anos nas próximas eleições presidenciais “mas ninguém acredita” que o ex-presidente não irá se candidatar.

Usando as mesmas declarações, O Globo destacou as partes que fazem referência direta a Ciro Gomes e também indiretas (a alegação de que teria mais votos no segundo turno foi um bordão constante da campanha cirista em 2018), tendo o cuidado, contudo, de “esquecer” declarações de Ciro proferidas em fins de julho, tais como “o PT se acha dono dos votos”.

Nitidamente, as matérias, tanto do colunista quanto d’O Globo, tem como objetivo alimentar a campanha empreendida pela burguesia, cuja política está concentrada em cercar por todas as maneiras a ala mais à esquerda dentro do PT, batizada pela direita de “lulopetista”.

Diante do aprofundamento da crise capitalista e seus reflexos no País, poucas escolhas restam à burguesia exceto sufocar os setores da esquerda ligados aos interesses da população, para permitir assim, a sobrevivência de seu próprio regime de interesses, cada vez mais destrutivos ao amplo conjunto das massas.

Em consequência do desenvolvimento da crise política que marca o Brasil desde o golpe de 2016, (ligada umbilicalmente à crise capitalista) e dependentes de um completo esvaziamento da mobilização popular, a burguesia continua obrigada a manter a extrema-direita liderada por Bolsonaro à frente dos negócios do Estado, o que leva a uma série de manobras por parte da direita, das quais as mais destacadas são exatamente a preservação do presidente ilegítimo e os ataques constantes à principal liderança petista.

O fogo cerrado da imprensa contra Lula é, acima de tudo, um indicativo do espaço que a figura do ex-presidente ocupa para o desenvolvimento da luta política dos trabalhadores brasileiros.

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