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Um pretexto para repressão?
PGR: Aras segue Bolsonaro e fala em investigar “atentado” de Adélio
Augusto Aras, novo PGR, declarou que não acredita que Adélio tenha agido sozinho, como um “lobo solitário”, além disso, defendeu o aumento das investigações sobre o caso.
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Um pretexto para repressão?
PGR: Aras segue Bolsonaro e fala em investigar “atentado” de Adélio
Augusto Aras, novo PGR, declarou que não acredita que Adélio tenha agido sozinho, como um “lobo solitário”, além disso, defendeu o aumento das investigações sobre o caso.
Presidente Jair Bolsonaro com novo PGR Augusto Aras. Foto: Leonardo Prado / Secom / PGR
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Presidente Jair Bolsonaro com novo PGR Augusto Aras. Foto: Leonardo Prado / Secom / PGR

Da redação – O novo Procurador Geral da República (PGR), Augusto Aras, aderiu à tese bolsonarista de que o presidente fascista teria sofrido um atentado durante comício eleitoral em Juiz de Fora (MG), em setembro do ano passado. Podendo ser usada como pretexto para a repressão política generalizada, Aras defende o aprofundamento das investigações sobre a suposta facada de Adélio Bispo.

Aras diz não acreditar que Bispo tenha agido como “lobo solitário”, procurando responsabilizar mais pessoas pelo atentado. A imprensa já revelou, algumas vezes, que Bispo tem relações com o PSOL, o que pode ser uma armação para perseguir toda a esquerda.

Acredito que devesse merecer aprofundamento das investigações. Não me parece crível pelo modus operandi em que agiu Adélio que o atentado à vida do atual presidente tenha sido um mero surto de quem quer que seja”, afirmou o procurador.

Por sua vez, Aras é um bolsonarista disposto a levar uma ação calculada, como esta, adiante. Porém, trata-se de uma manobra arriscada o que pode ser a razão por ainda não terem feito nada em relação à suposta facada.

É nesse sentido que a declaração de Aras de que “ainda é tempo de buscar a verdade real do atentado” deve ser vista como um perigo para toda a esquerda, pois ligando Bispo às organizações populares ou não, ele teria cometido um atentado contra um presidente da República, o que em si já serve como pretexto para o aumento da repressão política.