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A imprensa golpista dá sinais – e pressiona – no sentido de que situação política nacional caminha para seu momento mais crítico, com a burguesia preparando-se para aprofundar o golpe de Estado com a prisão do ex-presidente Lula. Todo o desenvolvimento o da situação política  gira em torno desta  questão central. A prisão do ex-presidente é em si uma novo golpe de Estado, de ainda maiores consequências. É um aprofundamento que modifica qualitativamente o golpe de Estado dado em 2016, transformando o regime político de uma semi-ditadura para uma ditadura de fato, podendo inclusive se desenvolver em uma ditadura militar, como evidencia a intervenção no Rio de Janeiro, apresentado pelos próprios generais como um “laboratório para todo o País”.

A imprensa capitalista já revela, neste fim semana, o plano da Policia Federal para prender o ex-presidente, logo após o julgamento de recurso pelo TRF-4, que deve acontecer no próximo dia 24 de março. Segundo a imprensa capitalista a prisão de Lula envolveria 350 agentes da PF, apoio da Polícia Militar, aviões etc.  A mesma imprensa golpista divulga que está acordado que o ex-presidente não será algemado e não haverá camburão. A PF analisa ainda o local onde o ex-presidente seria preso.

Mesmo dando a prisão como certa a burguesia teme as reações a este ato. A figura do ex-presidente criou uma situação desfavorável para a burguesia golpista, o ex-presidente livre é uma fator de desestabilização do regime golpista devido sua popularidade, e na medida em que se aprofunda o golpe e suas consequências contra o povo aumenta a a autoridade de Lula diante das massas, pois um amplo setor vê na eleição de Lula um meio de derrotar o golpe.  

Todavia, a prisão do ex-presidente também é um fator de desestabilização do regime na medida em que pode gerar um descontentamento enorme contra o golpe e uma desmoralização  ainda maior do regime político de conjunto. A reação a prisão do ex-presidente pode até mesmo gerar uma rebelião popular, o que dificultaria ou até mesmo inviabilizaria o desenvolvimento do programa do golpe.

Todos os recentes acontecimentos políticos estão diretamente relacionados a prisão do ex-presidente, o crescimento da influência dos militares no regime político, a intervenção militar etc. são preparações da burguesia para conter uma possível rebelião popular.

Para os golpistas, porém, não há retorno, e eles devem ir até o fim para levar adiante sua política, e para isso é necessários prender o ex-presidente, para abrir caminho para ataques cada vez mais profundos aos trabalhadores brasileiros e a esquerda nacional; e só podem ser parados por uma grande mobilização dos trabalhadores e da juventude e das suas organizações.

Nesse momento crítico para as forças populares é necessário impor uma derrota aos golpistas: impedir a prisão de Lula na marra. Lutar contra a prisão de Lula é um imperativo a todos as forças que defendem os direitos democráticos e os trabalhadores do país. A questão Lula é também um divisor na luta a de classe, entre os golpistas que querem sua prisão e os que se calam diante da perseguição política ao ex-presidente de um lado e os que lutam contra a arbitrariedade, pelos direitos democráticos, em defesa dos trabalhadores, da soberania nacional e do povo brasileiros contra os abutres imperialistas e toda a corja golpista.

É preciso intensificar a campanha contra a prisão de Lula, mobilizar em todo o País, sair às ruas, ocupar São Bernardo do Campo e impedir a prisão de Lula na marra. Estas são as tarefas fundamentais do movimento de luta dos  explorados e de todos os que se reivindicam da defesa dos direitos democráticos contra o golpe neste momento.

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