PF quer inventar prisão de “hacker” para tentar salvar Sérgio Moro

5c12896ace46b-scale-1200

O sítio The Intercept denunciou que a Polícia Federal (PF) está preparando está semana uma operação abertamente fraudulenta para “prender” o suposto “hacker” que, conforme a propaganda patética da Lava Jato e da imprensa burguesa, teria vazado, ou adulterado as conversas entre Moro e os procuradores, reveladas pelo portal de notícias.

A informação chegou aos jornalistas do sítio por fontes próximas à PF.

“Apesar da abundância de provas da autenticidade do material, publicadas pelos diferentes veículos, diversas fontes disseram ao Intercept ao longo dos últimos dias que a Polícia Federal, durante o afastamento do ministro Sergio Moro, está considerando realizar essa semana uma operação que teria como alvo um suposto ‘hacker’, que supostamente seria a fonte do arquivo. Esse suposto hacker seria estimulado a “confessar” ter enviado o material ao Intercept e que esse material teria sido adulterado”, denuncia o jornal de Glenn Greenwald.

É claro o que está acontecendo: na ausência de um verdadeiro hacker – uma vez que a direita não consegue apresentar nenhum indício de que ele exista -, os agentes golpistas da PF utilizarão qualquer laranja para se passar pelo hacker “capturado”. Depois, ele “confessaria” ter manipulado as conversas, para, assim, inocentar o fascista Sérgio Moro dos crimes que cometeu (como juiz, agir em conluio com a acusação contra o réu e, enfim, prender Lula).

Trata-se de uma operação aberrante, digna de filmes de Hollywood. Que, no entanto, encontra precedentes reais, uma vez que a direita e a burguesia têm um histórico de inventar crimes, histórias e ações farsescas para atacar seus rivais. Basta lembrar, por exemplo, do assassinato de John Kennedy (que nunca foi esclarecido) ou, mesmo recentemente, da suposta facada em Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal é um órgão ditatorial, controlado diretamente pelo imperialismo, que tem sido um dos principais sustentáculos do golpe e da edificação de um regime de extrema-direita no Brasil. Ela e a Operação Lava Jato, intimamente associadas, em um esquema de brutal repressão e perseguição política. Que, como vêm demonstrando as revelações do Intercept, é completamente ilegal e deve ser dissolvido imediatamente.