PF acha R$100 mil com chefe do Rodoanel: a “pedra no caminho” é a candidatura Alckmin?

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Ao que tudo indica, a “maré não está para peixe” na seara do pré-candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin, do PSDB.

Faz muito tempo que é censo comum entre a população do Estado de São Paulo, se referir às obras do Rodoanel como a caixa-preta das negociatas do governador do Estado e de sua camarilha no PSDB.

Eis que, como um passo de mágica, a Polícia Federal a partir da operação “Pedra no Caminho” apreendeu R$ 100 mil e mais 5 mil dólares na casa de um ex-fiscal das obras do Rodoanel e atualmente gerente de obras da Dersa, empresa do governo de São Paulo responsável pelas grandes obras de infraestrutura no Estado  e ainda cumpriu 14 mandados de prisão, entre eles, o do ex-presidente da Dersa e atual presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), Laurence Casagrande Lourenço, “homem forte” nos governos tucanos há “míseros” 17 anos.

Os relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU), da Controladoria Geral da União (CGU) e da própria Polícia Federal apontam fraude, superfaturamento e sobrepreço nos contratos entre a Dersa e as empreiteiras responsáveis pelas obras, OAS e Mendes Júnior. Apenas com relação ao preço cobrado além do valor de mercado, estima-se que o prejuízo do Estado seja da ordem de R$ 600 milhões, o que corresponde a quase 10% do valor da obra.

É sem fim lista de escândalos dos governos tucanos em São Paulo. Já teve de tudo. Da merenda escolar ao metrô, da Sabesp ao Rodoanel e por aí vai. Portanto, o que se deveria perguntar é por que Alckmin e seus antecessores saíram incólumes no meio de toda essa bandalheira. A resposta é simples: o PSDB é sócio capacho dos “donos do golpe”. O papel que cumpre é o de ajudar a saquear o país, que o diga, o governo Fernando Henrique Cardoso. Seus membros, para serem descartados como “sabujo velho”, só diante de uma situação muito excepcional.

O fato que essas denúncias venham à tona agora, não tem a ver com uma pretensa política moralizadora do Estado, basta ver o recente arquivamento pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) do inquérito do cartel do metrô de São Paulo, muito menos que os tucanos tenham sido jogado na “cova dos leões”, mas sim ao cálculo simples de que a candidatura de Alckimin não vai “decolar” e por isso os “donos do golpe” procuram “delicadamente” afastá-lo das suas pretensões presidenciais na perspectiva de buscar um outro candidato, que eles possam chamar de seu.