Jogada capitalista
A direção da empresa propõe a distribuição de forma diferenciada se utilizando da PLR com o intuito de dividir os trabalhadores
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Greve-dos-Petroleiros-Foto-FUP-1-1200x721
Petroleiros | Foto: Reprodução

A direção da Federação Única dos Petroleiros (FUP) indicou, no último dia 27, para os seus sindicatos filiados a rejeição da proposta da direção golpista da Petrobrás, que propõem a mudança da forma de distribuição da PLR (Participação dos Lucros e Resultados), onde pretendem não utilizar o mesmo tipo de regramento para todo o Sistema.

Para a o Conselho Deliberativo da FUP, o “regramento tem que atender todos os trabalhadores, independentemente da função que ocupe e da empresa em que atue no Sistema.” (Site Fup 27/10/2020) Para a Fup “os resultados são construídos coletivamente pelos petroleiros e petroleiras. Da mesma forma, o lucro obtido deve ser repartido entre todos os trabalhadores, da forma mais igualitária possível. Daí a importância da PLR ter um piso.” (Idem)

Um aspecto importante em relação à política de distribuição de lucros e resultados é que ele é utilizado pelos patrões  como um instrumento de barganha na hora que as categorias forem discutir o aumento salarial. Os patrões, manipulando as dificuldades econômicas dos trabalhadores, criadas pela sua política de arrocho salarial, desvia a reivindicação salarial para que os trabalhadores se contentem com esta espécie de abono, de periodicidade esporádica, que não incide na folha de pagamento, não é incorporada aos salários dos trabalhadores, nem nos seus benefícios e direitos. Ela é usada pelos patrões para desviar a atenção dos trabalhadores, opondo-a a qualquer luta por aumento salarial.

No caso atual da Petrobrás, a situação ainda piora quando a direção da empresa propõe a distribuição de forma diferenciada; se utilizando da PLR como instrumento político com o intuito de dividir os trabalhadores. O que tentam fazer é  tentar estimular os trabalhadores, pela perspectiva de uma migalha a mais em seus orçamentos do mês se colocarem à disposição das metas exigidas pelo patrão; e essas metas que sempres envolvem uma maior produtividade tendem a criar uma acirrada competição entre os trabalhadores, que trabalharão mais intensamente para poderem aumentar sua parte nos “lucros”.

A PLR divide os trabalhadores em torno da busca de uma melhor colocação na empresa e consequentemente o crescimento da dominação patronal sobre o setor mais atrasado da categoria e o abandono da luta unitária dos trabalhadores contra os patrões.

E é isso que, fundamentalmente, está por trás da jogada da direção da Petrobrás, em tentar estabelecer uma diferenciação na hora da distribuição dos lucros e resultados.

A força do trabalhador está na sua unidade. A criar a competição no meio da classe operária, a burguesia consegue enfraquecer sua resistência, fortalecendo a engrenagem capitalista e a exploração da classe trabalhadora.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas