Desmonte da Petrobrás
Em ato, petroleiros da Rlam reforçam a aprovação da greve contra a entrega da aos capitalistas
assembleia dos petroleiros-pr - 21-01-2020
assembleia de petroleiros | foto: FUP
assembleia dos petroleiros-pr - 21-01-2020
assembleia de petroleiros | foto: FUP

Ontem os trabalhadores protestaram contra venda da Rlam no Trevo da Resistência, via de acesso à Refinaria Landulpho Alves (Rlam), no município de São Francisco do Conde, na Bahia – palco de grandes manifestações da categoria petroleira foi tomado por milhares de trabalhadores na manhã dessa quarta (10).

Em protesto à venda da Rlam, anunciada pela direção da Petrobrás, petroleiros do turno, do administrativo e também trabalhadores terceirizados cruzaram os braços, atrasando em quatro horas a entrada no expediente.

Os ativos da Petrobras estão sendo entregues aos lotes pelo governo ilegítimo do fascista Bolsonaro aos abutres internacionais e, na última segunda-feira (08) foi concretizada a entrega Refinaria. A entrega da Rlam começou a ser fechado no final de 2020, mais precisamente no dia oito de dezembro e, dois meses depois, o governo golpista dá por encerrado, definitivamente a doação da refinaria ao Mubadala Capital, fundos dos Emirados Árabes Unidos pelo valor de US$ 1,65 bilhão.

A Rlam é a primeira refinaria da Petrobras e a segunda maior do país.

Junto com a Rlam estão sendo entregues 669 quilômetros de oleodutos, que ligam a refinaria ao Complexo Petroquímico de Camaçari e ao Terminal de Madre de Deus, que também está incluso no pacote e outros três terminais da Bahia (Candeias, Jequié e Itabuna).

O governo ilegítimo do fascista Bolsonaro, ao longo do ano de 2020 vem preparando o terreno para os abutres internacionais saquearem o patrimônio do povo brasileiro, tendo inclusive, como principal alvo o nordeste brasileiro.

No caso da Rlam, a trupe de Bolsonaro, incluindo o neoliberal, golpista, banqueiro e ministro da economia Paulo Guedes, bem como, seu amigo, o Chicago boy e atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, já haviam dado início no processo de entrega, no início de dezembro e definido também o principal agraciado, ou seja, o fundo de investimentos dos Emirados Árabes, Mubadala.

Diante de mais essa atitude do capacho do imperialismo, o fascista Bolsonaro que está distribuindo a quem quiser dos abutres imperialistas todas os recursos naturais, bem como, processadoras a exemplo das refinarias aos moldes da Rlam, mas também, os bancos públicos, como o Banco do Brasil que, para enxugar a máquina do banco, está demitindo mais de 5 mil trabalhadores, Caixa Econômica Federal, Serpro, Correios, Eletrobrás, Datamec, Casa da Moeda, entre inúmeros outros órgãos estatais que, de uma forma ou de outra, geram riqueza para o país, os trabalhadores, através do Sindicato dos Petroleiros da Bahia, filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiram realizar um ato ontem.

Conforme foi divulgado no portal da FUP, de ontem (10), após o ato que ocorreu no período da manhã, onde participaram o setor administrativo e terceirizados, relatou que: “a manifestação, organizada pelo Sindipetro Bahia, foi uma prévia do que podemos esperar para a greve, já aprovada, e que deve começar a qualquer momento. Tivemos uma grande participação da categoria – cerca de 1.500 pessoas – e isso foi muito importante, pois mostra a disposição á luta e a unidade dos petroleiros”, afirmou o coordenador do Sindipetro-BA, Jairo Batista.

Com a entrega da refinaria vem as demissões

O diretor de comunicações do Sindipetro/BA Radiovaldo Costa, que afirmou haver na Rlam 2.600 trabalhadores, dentre eles 900 concursados e 1.700 terceirizados, reforçou que os operários poderão ser demitidos. Segundo Radiovaldo, a maioria dos 1700 serão os primeiros a entrar no facão, porem, os 900 concursados serão forçados a entrar em algum plano draconiano, o qual também os deixarão sem emprego e, alguns, poucos na verdade, poderão ser transferidos para outros setores da Petrobras, o significado disso é o rebaixamento de suas condições de trabalho e salário, e um ataque contra todos os petroleiros do Brasil.

O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, que é funcionário da Rlam, ressalta a importância e o papel estratégico dessa refinaria na cadeia produtiva da Petrobras. “A Rlam é responsável pela produção de 30% de todo óleo combustível e óleo bunker que está sendo exportado pela estatal e vem desempenhando um papel crucial para garantir a flexibilidade e resiliência da Petrobras nesse momento conturbado”.

A refinaria e sua importância na economia baiana

É importante lembrar que a Rlam para a economia da Bahia e de diversos municípios que dependem dos royalties, ISS e ICMS pagos pela refinaria. “Em seus 70 anos, a Rlam alavancou o desenvolvimento econômico e industrial da Bahia, contribuindo para a ascensão social de muitos trabalhadores de diversas categorias. Sua operação também possibilitou o desenvolvimento do primeiro complexo petroquímico planejado do país e maior complexo industrial do Hemisfério Sul, o Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia”. Portanto, a Rlam tem uma relevância estratégica à Petrobras e sua privatização é um passo muito perigoso para a privatização completa da empresa, à entrega total da economia nacional ao imperialismo.

É preciso agir

O Sindipetro da Bahia disse já ter aprovado a greve na categoria, esse diário concorda de que tenha de plenamente com isso, pois somente desta forma é que serão defendidos os seus direitos e a soberania nacional. É preciso chamar uma greve geral da categoria para apoiá-los e ocupar a Rlam para que seja estabelecido o controle operário sobre a refinaria, dando um exemplo para os petroleiros do país inteiro. Além disso, essa greve é acompanhada pela greve dos professores estaduais de SP, RJ e PR e municipais da capital paulista, sendo petroleiros e professores duas das principais categorias de trabalhadores do País. Eles precisam se unir e fazer com que o chamado de greve seja levado adiante por outras categorias, diante dos ataques desferidos contra o povo por Bolsonaro e pelos golpistas como Doria e Covas, que já mataram mais de 230 mil pessoas de coronavírus e destroem os direitos trabalhistas e acabam com os empregos.

Unificação das lutas

No mesmo dia do ato dos petroleiros, ocorreu uma paralisação dos bancários do Banco do Brasil, que estão prestes a entrar em greve também, e o motivo também está ligado a sanha do fascista Bolsonaro de entregar todo o patrimônio nacional e o Banco do Brasil esta caminhando para ser privatizado, desta forma, a luta deve ser unificada, ou seja, é mais do que necessário a unificação, fazendo com que o chamado de greve seja levado adiante por outras categorias, diante dos ataques desferidos contra o povo por Bolsonaro e pelos golpistas como Doria e Covas, que já mataram mais de 230 mil pessoas de coronavírus e destroem os direitos trabalhistas e acabam com os empregos.

Por último trata-se de uma greve política, tanto dos petroleiros como dos professores. Uma greve diretamente contra Bolsonaro e os governadores da direita tradicional, que são todos farinha do mesmo saco. Esse movimento precisa crescer e virar uma grande mobilização nacional de massas pelo Fora Bolsonaro, Doria e todos os golpistas, também no meio do processo que envolve a perseguição judicial contra Lula e a possibilidade de ele ser candidato, por isso o movimento também deve reivindicar a anulação da Lava Jato (que ajudou a destruir a Petrobras) e a restituição dos direitos políticos de Lula, Lula candidato e Lula presidente. A CUT e os demais movimentos sociais precisam ampliar essa mobilização.

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