Patrimônio do povo
Presidente da Petrobras, para justificar a entrega das refinarias e demais campos de petróleo diz que o refino de 98% é uma anomalia
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Roberto Castello Branco, chief executive of Petroleo Brasileiro SA, attends a news conference in Rio de Janeiro, Brazil February 28, 2019. REUTERS/Sergio Moraes
Roberto Castello Branco presidente da Petrobrás | Foto: Reprodução

O jornal o Estado de São Paulo, o principal órgão de imprensa representante da burguesia, retrata a Petrobras como algo obsoleto e que deve acabar. Em entrevista com o Chicago boy Roberto Castello Branco, seu atual presidente há um ano e oito meses. Castello Branco, juntamente com o também neoliberal, banqueiro e ministro da economia, Paulo Guedes, bem como o governo ilegítimo do fascista Bolsonaro vêm entregando de baciada todos os ativos de uma das maiores estatais do país.

Castello Branco quer passar adiante como refinarias (diz-se entregar à iniciativa privada – grifo nosso). “A estatal tem 98% do parque de refino no Brasil, o que ele considera “uma anomalia no mundo”. Na prática, 14 refinarias, “uma área que não tem gerado valor, pelo contrário, tem desperdiçado”, conta ele nesta entrevista a Cenários, parceria do Estadão com o Banco Safra. Nessa mesma linha, aliás, a empresa anunciou nesta segunda-feira a venda, para três grupos privados, de 14 campos menores na Bacia de Campos, nos que já não investiu há tempos.

O trio de capachos do imperialismo, Bolsonaro, principalmente do norte-americano, (Paulo Guedes e Roberto Castello Branco) que obteve carta branca do Supremo Tribunal Federal (STF) para realizar, sem qualquer licitação, a entrega de todos os ativos da Petrobras e estão cumprindo essa tarefa a toque de caixa.

Já se foi a BR Distribuidora, a Transpetro, a Liquigás que, desde o ano de 2018 estava sendo analisada pelo Conselho Administrativo de defesa Econômica (CADE) e recentemente foi liberada. A transação de entrega de mais essa subsidiária da Petrobras foi feita na época, com Copagás, Itausa, Nacional Gás e Fogás, e agora essas empresas vão poder desfrutar dos bilhões de reais de um produto altamente lucrativo, que é o gás de cozinha, foram entregues até agora 14 edifícios, dos 23 que pertenciam à estatal.

Em um cinismo exacerbado, pois o principal objetivo e desfazer por completo desse enorme patrimônio do povo brasileiro, Castello Branco disse ao ser indagado sobre o futuro: é inovar. Criar uma empresa “tecnologicamente dinâmica, aproveitando ao máximo os seus cientistas”. Uma das novidades, conta ele a Sonia Racy, é o diesel renovável – já desenvolvido, aguardando aprovação –, que “reduz em 70% a emissão de gases de efeito estufa e em 15% em relação ao biodiesel”. A meta lá na frente é criar “um projeto resiliente a um preço de US$ 35 o barril. Tomamos medidas olhando para 2040”.

Adepto da escola de Chicago, o presidente foi colocado na Petrobras para dar continuidade ao que o golpe ainda não havia conseguido fazer, ou seja, não só de desacreditá-la, como foi feito nos processos fraudulentos da Lava Jato, com denúncias infundadas, etc., mas de privatiza-la por completo. Tanto é assim que, de forma totalmente falaciosa, pois o fascista Bolsonaro não quer deixar nenhum patrimônio do povo brasileiro sem que seja entregue aos grandes capitalistas e, desta forma faz com que seu pupilo, na Petrobras diga que foi criado um “programa um programa de desinvestimentos – entende-se como privatização – baseados no pilar estratégico: investir apenas em ativos dos que somos o dono natural. É aquele ativo onde você trabalha melhor que ninguém. Por exemplo, a exploração de petróleo em águas profundas. E vender outros ativos que não tem nada a ver com isso.

Perseguição às entidades sindicais

O neoliberal que vem perseguindo os sindicalistas que se opõem aos brutais ataques impostos ao conjunto dos petroleiros, como já ocorreu em Minas Gerais e Rio de Janeiro, afirma que vem perseguindo, tanto os políticos, não diz quem são os políticos, bem como os sindicatos, ou seja, ele se afirma como um caçador de bruxas. E elas são os representantes dos trabalhadores na luta conta a entrega da Petrobras.

Greve para impedir a entrega do patrimônio brasileiro

A exemplo da greve de fevereiro desse ano, os petroleiros devem aprender com a experiência, ou seja, é preciso organizar o conjunto dos petroleiros, fazer um chamado à população, ao funcionalismo público em geral, pois todos estão no mesmo barco, bem como as demais organizações operárias e sociais para, de conjunto, organizar a luta contra os ataques do governo Bolsonaro, impedir a entrega, reverter todas as estatizações e impedir que as demais estatais sejam privatizadas.

Fora o Bolsonaro e todos os golpistas!

Eleições gerais com Lula candidato!

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