Privatização
Contra a política dos golpsitas de sucatear para privatizar é preciso organizar a greve com ocupação da empresa, contra as demissões, o sucateamento e a privatização
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
naom_563fb0cd14c84
Petroleiros em assembleia: © DR |

Nesta quarta (8) a direção golpista da Petrobras anunciou programas de demissão em massa para atingir cerca de 4 mil trabalhadores e economizar R$ 7,6 bilhões até 2025. Nos últimos cinco anos, quase 18 mil (17.590) postos de trabalho foram destruídos pela gestão sob o comando dos golpistas nos governos Temer e Bolsonaro. Os planos de desligamentos, em sua maioria para postos de áreas operacionais, nunca tiveram as vagas repostas, o que evidencia uma política de encolhimento da empresa que visa liquidá-la.

Em comunicado oficial, a direção da Petrobras informou que:

“Os programas são importantes ferramentas de gestão de efetivo na companhia, sendo mais uma medida com foco na redução de custos, a fim de reforçar a resiliência dos negócios.”

Os patrões procuram vender esses programas como sendo a salvação da lavoura – como fizeram para roubar os químicos e fechar a Fafen-PR em fevereiro. No entanto, o resultado já se sabe: é uma manobra para demitir os trabalhadores e fechar as fábricas. É uma forma de esconder que o Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI) e o Programa de Desligamentos Voluntários (PDV’s ) são ferramentas para demitir os petroleiros em massa e enxugar a folha da estatal adequando-a aos interesses dos investidores e vampiros internacionais.

Isso fica claro ao considerarmos que em 2014 a estatal possuía mais de 80 mil trabalhadores próprios em todo o Sistema Petrobras e hoje conta com menos de 57 mil, uma parte dos quais se incluirá nos programas de demissão em massa citados acima.

Portanto, a medida de demissões em massa é um desdobramento do programa de privatizações dos golpistas. A direita brasileira, sobretudo nos governos neoliberais de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tentou por diversas vezes privatizar a principal estatal brasileira. Sem sucesso devido a grande mobilização dos petroleiros (sobretudo na greve de 1995), a burguesia passou a adotar a política de sucatear a empresa por dentro como uma forma mais indireta de privatização, preparando-a para um momento mais favorável politicamente.

Com o golpe de Estado de 2016, a burguesia viu-se novamente numa situação mais favorável para uma ofensiva contra a petroleira brasileira, utilizando a campanha “contra a corrupção” para poder retomar a ofensiva realizada na década de 90.

Por isso, de 2016 para cá – sob o comando dos governos Temer e Bolsonaro – a empresa abandonou setores estratégicos, entregou para a concorrência redes de gasodutos, distribuidoras de derivados, desativou unidades de produção, tenta privatizar refinarias, terminais e outras unidades, reduzindo toda sua operação apenas na produção e exportação do pré-sal. Isso revela a política de sucatear para privatizar iniciada pelos golpistas a partir de 2016 e que se aprofundou com a chegada da extrema-direita ao governo através da fraude eleitoral de 2018.

Mais do que isso, com a crise econômica, agravada com a crise do coronavírus, o barril do petróleo se manterá abaixo dos U$ 30,00, segundo estimativas do próprio mercado, o que dificultará a sobrevivência de empresas de pequeno e médio portes do setor. Utilizando deste pretexto, os golpistas aproveitaram a crise sanitária para reduzir em até 50% o salário dos petroleiros, mais um atentado contra os trabalhadores e o povo brasileiro, uma ofensiva para liquidar a principal estatal do país.

É neste sentido que apenas a mobilização dos trabalhadores pode fazer frente a ofensiva da direita. Contra essa liquidação total da soberania nacional, é necessário parar a Petrobras contra as demissões, contra o sucateamento e a privatização da empresa, por fora Bolsonaro e todos os golpistas.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas