Vendilhões da pátria
Governo Bolsonaro liquida plataformas de petróleo em site de leilão pela internet, demonstrando todo o seu desprezo pelo patrimônio do povo brasileiro
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Plataforma petrobrás | Emile Papillon

Empresas estatais não pertencem a nenhum governo, seja ele legitimamente empossado através de processos eleitorais normais, autênticos, ou, menos ainda, por um governo ilegítimo e antipopular como o é o do fascista Jair Bolsonaro. Elas pertencem ao povo, pois foram criadas e construídas através dos impostos pagos pela população e de seu trabalho, assim como pela administração e pelas políticas dos governantes que o povo elege para representá-lo.

A Petrobrás não é uma exceção, pelo contrário, é um dos patrimônios públicos mais caros ao povo brasileiro, é um símbolo do desenvolvimento nacional e um caminho para sua independência e ascensão econômicas. 

A venda ou qualquer outro tipo de negociação de bens relevantes da Petrobrás deveria sempre ser precedidos por estudos minuciosos e fidedignos que definissem com transparência o impacto das transações para a economia nacional de um ponto de vista social e popular. E, dependendo do caso, de uma ampla consulta de todos os setores da população, uma vez que ela é a verdadeira proprietária do patrimônio público.

Como é de conhecimento de todos, os países imperialistas têm especial preocupação em controlar estados onde a atividade petroleira começa a se tornar expressiva. Não é por acaso que o golpe de estado que roubou a presidência da república de um governo mais nacionalista e popular como o de Dilma Rousseff, ocorresse pouco tempo depois da descoberta do pré-sal, entregando a presidência da república nas mãos de uma verdadeira marionete dos capitalistas internacionais, Michel Temer e terminando nas eleições fraudulentas, em 2018, de Jair Bolsonaro, o pior de todos os canalhas entreguistas que já chegaram a chefe do poder executivo. Desde então, o país vem assistindo a um verdadeiro desmonte de todo o seu patrimônio público e, em especial, da Petrobrás, a “joia” mais cobiçada pelos imperialistas.  

O mais recente capítulo dessa verdadeira catástrofe foi o anúncio do leilão de três plataformas petrolíferas da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro – a P-VII, a P-XII e a P-XV -,  publicado no Diário Oficial da União no dia 25 de maio. A licitação será virtual e feita pela internet através do site “Leiloeiro João Emílio” e está marcada para o dia 9 de Julho. 

Segundo noticiado na página da internet  CUT Brasil da Central Única dos Trabalhadores, essas plataformas serão vendidas como sucatas, na mesma categoria de um carro usado, como materiais para ferro velhos.

O técnico da subseção do Departamento Intersindical de Estática e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cloviomar Cararine, explica para a CUT Brasil que tais plataformas poderiam ser modernizadas e recolocadas em operação, gerando emprego e renda e movimentando a economia brasileira. “Mas a [atual gestão da] Petrobras age para atender aos interesses de seus investidores e não em benefício do povo brasileiro”, denuncia Cararine. “Em nome da rentabilidade, a Petrobras reduziu a produção em campos terrestres e maduros, como é o caso da Bacia de Campos, e por isso as plataformas foram sucateadas”, ele diz e reforça que se a produção nesses campos continuasse, elas teriam, sim, utilidade.

“Poderiam ser usadas em outros locais, outros campos, como no Ceará, no Espírito Santo, aumentando a capacidade de produção da Petrobras e movimentando os empregos e as economias locais”, explica.

Roni Barbosa, dirigente sindical e trabalhador da Petrobrás, expressa, na página da CUT, toda sua indignação com os descaso do atual presidente da estatal, Roberto Castello Branco, com o patrimônio público nacional e com as necessidades dos trabalhadores brasileiros. 

“O que vamos ver na sequência é a Petrobras pagar preços absurdos por plataformas importadas, sendo que ela vende as plataformas brasileiras a preço de banana em sites comuns de leilão”, diz Roni.

“Jamais imaginei que fosse ver isso, as plataformas leiloadas como se fossem bens corriqueiros de venda. É espantoso”, lamenta.

Em nota, a direção da FUP afirmou que “despreza este tipo de ação por parte da gestão do Castello Branco” e que “a Petrobrás é um patrimônio do povo brasileiro e deve ser conservado e utilizado em prol do país, visando o crescimento econômico, a geração de empregos e não jogado no ferro velho.”

Mas a realidade é que esses verdadeiros vendilhões da pátria só poderão ser detidos através da mobilização organizada, não só de trabalhadores da Petrobrás, que são diretamente afetados nesse caso em particular, mas de toda a população interessada na manutenção do patrimônio e das riquezas nacionais em benefício do povo brasileiro.

O primeiro passo é pôr para fora do governo o presidente Jair Bolsonaro e todos os golpistas, fascistas e entreguistas que o assessoram, verdadeiros funcionários do imperialismo norte americano e europeu, abutres que vilipendiam reiteradas vezes a soberania nacional.

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