Manipulação eleitoral
Pesquisas eleitorais nos EUA mostram resultado diverso do que vinha sendo propagandeado antes das eleições.
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Joe Biden e sua candidata à vice-presidência, Kamala Harris | Foto: Reprodução

A forma como são mostradas as pesquisas eleitorais dos principais jornais norte-americanos mostram a crise política que vem se desenvolvendo nos Estados Unidos, que está sendo coroada com um processo eleitoral extremamente conturbado. O imperialismo procura fazer de tudo para que vença o candidato do Partido Democrata, Joe Biden, apoiado pelos setores mais poderosos da burguesia, inclusive pela família Bush. Um dos principais instrumentos de manipulação usado pelo imperialismo é a sua imprensa e, mais exatamente, as pesquisas eleitorais por ela divulgadas. 

O jornal New York Times fala de Biden na frente de Trump em estados-chave, ressaltando, inclusive, uma “clara vantagem na Pensilvânia e na Flórida”. Já o Washington Post fala que “Biden tem pequena liderança na Pensilvânia, na Flórida é incerto”. Segundo o Post, sua liderança não seria significativa, dada a margem de erro. O Wall Street Journal diz que “Trump está atrás de Biden por dez pontos em pesquisa nacional” na manchete. Porém, mais adiante na matéria, é colocado que “a disputa está cada vez mais acirrada nos estados que são campos de batalha”, citando, inclusive, Pensilvânia e Flórida, onde a vantagem de Biden teria caído de dez pontos para apenas seis, em um mês.

Essas análises e posicionamentos atuais dos três maiores jornais dos Estados Unidos se contradizem bastante com o que vinha sendo dito antes das eleições, quando eles davam que os Democratas teriam vitória certa. Agora que as eleições estão ocorrendo, eles dizem que o resultado será mais apertado. Isso mostra que não é possível confiar nessas instituições, cujo único objetivo é procurar manipular a população a votar nos candidatos de seu interesse.

As eleições dos Estados Unidos ocorrem nesta terça-feira (3), em meio a muita confusão política. Após um ano conturbado, repleto de crises como o coronavírus ou a onda de protestos que ocorreram pelo país inteiro contra a atuação fascista da polícia, a burguesia está decidida a impulsionar a vitória do candidato Joe Biden. Como Trump é um elemento de extrema-direita, a esquerda norte-americana acaba se colocando ao lado do imperialismo, dando apoio a Biden, em uma posição totalmente equivocada.

No entanto, mesmo com todas as crises e a campanha da imprensa, Trump se mostra difícil de derrotar. Isso ocorre porque a população enxerga em Joe Biden a representação mais acabada da política neoliberal e suas ações demonstram que de esquerdista e defensor do povo, ele não tem nada.

Armadilha contra a esquerda

Apoiado por alguns dos setores mais direitistas da política norte-americana, ligados ao mercado financeiro e à indústria armamentista, Biden tem sido vendido para um setor da esquerda como um grande defensor dos oprimidos, sempre com muita demagogia envolvendo grupos negros, feministas, de LGBT etc. No entanto, é preciso ressaltar que isso é uma grande armadilha e que o apoio da esquerda a Biden é extremamente desmoralizante e comprometedor.

Biden foi um dos autores, quando senador, de uma série de leis que aumentavam as penas contra traficantes ou pessoas que fossem encontradas com posse de drogas. A maioria dessas pessoas, como todos sabem, são negras, que lotam os Estados Unidos, o país com a maior população carcerária do mundo. São mais de 2 milhões de presos, a esmagadora maioria deles negros.

Mesmo com essa macabra contribuição para o encarceramento em massa do povo norte-americano, a esquerda insiste em vendê-lo como um defensor da luta contra o racismo. Muito dessa demagogia é feita em torno de sua candidata a vice, Kamala Harris, uma mulher negra, que também é ligada ao aparato repressivo dos EUA, tendo sido uma juíza que condenou diversos outros negros à prisão.

Outra demagogia bastante presente é a de que Biden seria um fervoroso defensor dos direitos das mulheres. Isso é colocado em dúvida por conta de diversas acusações de assédio sexual e estupro da parte do Democrata. No que diz respeito à sua atuação política, nunca houve de sua parte a criação de nenhuma política que pudesse beneficiar a luta das mulheres.

A campanha do imperialismo a favor de Biden é bastante grande, por isso é importante que a esquerda fique atenta e não caia no engano de apoiá-lo apenas com a finalidade de derrotar Trump. Este é um elemento da extrema-direita, no entanto, não é parte do setor fundamental da burguesia, sendo um elemento vindo de fora desta ala mais poderosa. Sua política não necessariamente favorece os planos fundamentais do imperialismo.

Sob o controle do grupo político de Biden, os EUA irão promover uma política muito mais belicista, podendo impor diversos conflitos no mundo inteiro; irão intensificar sua política de golpes de Estado em diversos países e irão, inclusive, aumentar a perseguição contra seus próprios cidadãos. Foi George W. Bush, um de seus apoiadores, que criou o chamado Patriot Act e o Projeto Prisma, que permitiram ao Estado norte-americano levar adiante uma política de total cassação dos direitos de sua população, promovendo uma perseguição total contra eles, inclusive com a legalização da tortura em estado norte-americano. A esquerda não deve jamais se comprometer com essa política e deve recusar totalmente o apoio a Biden, procurando apresentar uma proposta independente das apresentadas pela burguesia imperialista.

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