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Rui Costa Pimenta alerta para novo golpe da burguesia

Pandemia

Pesquisa da prefeitura admite que mortos são trabalhadores pobres

Estudo mostra que população mais pobre é a grande maioria dos mortos pela COVID-19.

Foto de coveiros com equipamentos de proteção levando um caixão em Manaus durante a primeira onda da COVID-19. – Foto: Amazônia Real

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O Instituto Pólis realizou uma pesquisa sobre as atividades ocupacionais que mais registraram mortes pela COVID-19 entre março de 2020 e de 2021 na cidade de São Paulo. A pesquisa, intitulada “Trabalho, território e Covid no município de São Paulo”, tomou como base os dados da Secretaria Municipal da Saúde.

A parcela que mais morreu pela doença são os aposentados, correspondendo a 32,2% do total. A segunda parcela que mais morreu foram das donas de casa (15,7%). Um ponto interessante aqui é que aposentados e donas de casa são partes da população que, em teoria, têm menor necessidade de ir à rua. Isto quer dizer que há um forte indício de que a morte de aposentados e donas de casa é fruto de seus familiares trazerem a doença para casa.

A terceira parte que mais contabilizou mortos (12,8%) foram as pessoas sem atividade ocupacional registrada, ou seja, pessoas que viviam de atividades informais ou estavam desocupadas e sem formação.

O que as três parcelas citadas, aposentados, donas de casa e trabalhadores informais têm em comum é que fazem parte do grupo mais pobre da sociedade, excluindo, é claro, as crianças (que não possuem renda própria, obviamente).

Deste modo, tem-se forte indício de que as mortes pela pandemia atingem de maneira mais impactante as camadas mais pobres da população.

Isto é provado pela própria pesquisa. Foi identificado que 76,7% dos mortos não completaram o ensino básico.

Partindo do pressuposto óbvio de que, na sociedade capitalista, as parcelas com menor escolaridade recebem menos, é possível afirmar, sem sombra de dúvidas, que o resultado da pandemia é, na verdade, um genocídio à população pobre do país. Esta conclusão é facilmente obtida, como mostrado, tanto pela observação das parcelas da população que mais morreram quanto pela escolaridade das vítimas.

Dentre o restante dos mortos, quase sua totalidade estava formalmente empregada. Aproximadamente 21,1% das vítimas da COVID-19 em São Paulo, o que representa cerca de 60% dos que estavam empregados, pertenciam aos setores ditos essenciais, como saúde, segurança pública e transporte.

Como denunciado incontáveis vezes por este diário, os trabalhadores dos setores ditos essenciais receberam quase nenhuma proteção. Um exemplo claro foi o ocorrido nos Correios, onde a empresa negou-se a prover álcool em gel, máscaras e luvas aos ecetistas.

Também deve ser levado em conta que a Prefeitura de São Paulo, ainda na época do agora finado Bruno Covas, considerou até mesmo bancas de jornal como serviços essenciais.

A discrepância entre a mortalidade da doença em relação à classe social fica mais óbvia quando observado alguns pontos específicos.

Por exemplo, as domésticas correspondem à metade do número de mortos no setor de comércio. Entretanto, o número de domésticas não chega nem a um quarto do número de trabalhadores do comércio.

Já na construção civil, um ponto relevante é que o número de engenheiros civis mortos pela COVID-19 (10,6%) é menos de um terço do número total de pedreiros mortos (33%).

Os próprios autores do estudo acabam por ratificar a conclusão de que o problema da pandemia é, na verdade, um problema de classe ao dizer que “os dados demonstram que a mortalidade de Covid-19 é maior entre trabalhadores e trabalhadoras mais pobres, que, em muitos casos, são caracterizados pela informalidade e pela impossibilidade do trabalho remoto”.

Em resumo, quem está morrendo é a classe operária, especialmente as suas parcelas mais vulneráveis. Ao contrário do que se dizia inicialmente, a COVID-19 não é uma doença que atinge, de fato, a todos. Os números mostram claramente que, em questão de um ano, a doença migrou de parcelas da classe média e atingiu diretamente os trabalhadores mais pobres.

Isto também é resultado do próprio “isolamento pela metade”, fruto do farsesco “fique em casa”, que nada mais foi do que o controle da doença na classe média e na burguesia enquanto os mais pobres morrem como moscas. Os fatos mostram que a política dos governadores e prefeitos ditos “civilizados” e “defensores” da ciência não passava de uma política demagógica e que, aos poucos vem sendo desnudada na frente de todos.

A única maneira de frear o genocídio à população pobre é através da vacinação de toda a população, de auxílio emergencial e da derrubada do governo fascista e genocida de Jair Bolsonaro.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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