Pesquisa constata aumento do número de doenças de trabalho nos funcionários da CEF

Caixa-Economica-Federal1

Pesquisa encomendada pela Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal) revela o aumento de doenças de trabalho na categoria.

“Um em cada três teve algum problema de saúde relacionado ao trabalho nos últimos 12 meses e mais da metade já sofreu ao menos uma situação de assédio moral. Remédios mais usados são os antidepressivos e ansiolíticos” (site Fenae 26/9/18).

Esse é o trecho introdutório do estudo realizado pela Fenae, onde constata um aumento considerável de adoecimento entre os funcionários da Caixa Econômica Federal. O grande número de bancários doentes é o resultado direto das péssimas condições de trabalho nos setores e do constante assédio sofrido pela categoria, diante da voracidade por lucros dos banqueiros. A ofensiva dos banqueiros no processo de golpe em andamento no País, com a demissão em massa de trabalhadores na Caixa tem aumentado consideravelmente a carga de trabalho, 58% dos entrevistados se dizem sobrecarregados em seu trabalho, cerca de 17% reclamam da falta de pessoal, 16% declaram cobrança excessiva por metas de vendas de produtos.

Dos entrevistados 33% declararam ter apresentado nos últimos 12 meses algum problema de saúde relacionado com atividade do trabalho, dentre esses 53% apresentam problemas como estresse, problemas na coluna e depressão.

Os bancários da Caixa em particular e os bancários em geral vêm apresentando altos índices de doenças do trabalho. A excessiva carga de trabalho imposta pelos banqueiros é responsável pelo desenvolvimento de inúmeras doenças relacionadas ao trabalho, tais como depressão, estresse, síndrome do pânico, LER/Dort, entre outras sequelas que fazem da categoria uma das mais afetadas com doenças ocupacionais.

Assim que se deu o impeachment da presidenta Dilma Rousseff no processo do golpe de Estado no país, os prepostos, do golpista Michel Temer, à frente da CEF colocaram em andamento uma política de reestruturação no banco que já colocou no olho da rua cerca de 10 mil trabalhadores com o fechamento de dezenas de agências ocasionando transferências compulsórias de funcionários, descomissionamento em massa, etc.

A recente pesquisa realizada pela Fenae é mais um indicador das consequências dessa política nefasta dos banqueiros para alcançar lucro a qualquer preço. O adoecimento da categoria tende a se agravar exponencialmente com a política da direita golpista de terra arrasada para a classe trabalhadora. Os bancários estão sendo diretamente atingidos pelas “reformas” do governo golpista de liquidação dos direitos dos trabalhadores, com o fim da CLT, terceirizações, privatizações, demissões em massa, etc., e, no atual processo eleitoral onde se pode constatar, a olhos vistos, a completa fraude ao retirar das eleições o único candidato que teria a possibilidade de derrotar o golpe das eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixa o caminho livre para eleger um candidato da direita e consolidar o golpe em um processo “democrático” que são as eleições, controlado totalmente pela direita golpista, que visa no próximo período aprofundar ainda mais a política de ataques aos direitos e conquistas da classe trabalhadora para beneficiar meia dúzia de parasitas capitalistas e banqueiros.