Volta as aulas só com vancina
A pesquisa mostrou que apesar das mães necessitarem das escolas para deixar seus filhos e trabalharem, elas percebem o perigo da volta as aulas neste momento
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mulher-trabalhadora
Mulher trabalhando | Foto: Reprodução

Com a eminência da volta as aulas em diversos estados do país, a CUT realizou um Encontro Estadual das Mulheres da entidade, através de plataforma virtual. Nessa reunião foi apresentado o resultado de uma pesquisa feita entre as mulheres trabalhadoras.

A pesquisa “Mães trabalhadoras e a volta às aulas” teve a participação de 208 mulheres de todas as regiões do Estado do Paraná e de diversas categorias profissionais. Essa pesquisa mostrou o enorme repúdio das mães em mandarem seus filhos para a escola durante a pandemia.

A pesquisa realizada pela CUT traçou um perfil das mulheres:

“A maioria dessas mulheres é residente em cidades do interior do Paraná (51,2%) e trabalha com carteira assinada (80,3%), mas 12% estão desempregadas. Somente 38,5% estão em regime de teletrabalho, sendo que 10,6% das que trabalham presencialmente realizam atividades externas e outras 31,2% têm contato com pessoas de fora da empresa.”

Ainda segundo o estudo: “Das mulheres que estão em situação de desemprego, 6,3% recebem auxílio emergencial de R$ 600, 4,3% recebem auxílio emergencial da R$ 1.200 (destinada às mães solo) e 4,8% solicitaram o benefício e não receberam. Outras 5,3% são trabalhadoras informais. Das mães, 86,6% têm até dois filhos em idade escolar, 38,5% do fundamental 1 (até o 5º ano) e 35,1% da educação infantil. Ainda que 29,8% sejam a única responsável, 46,6% compartilha a responsabilidade com o pai e, mesmo com os números sobre a continuidade do trabalho presencial, 86,1% não concordam com o retorno das aulas presenciais, sendo que somente 13,9% declararam que sim, e 58,7% não vão permitir a frequência das crianças às aulas presenciais.”

A pesquisa mostrou que apesar das mães necessitarem das escolas para deixar seus filhos para trabalharem, elas percebem o quanto é perigosa a volta as aulas.

O repúdio às atitudes dos governos e prefeitos golpistas que querem ver os professores, alunos e funcionários, bem como, seus familiares contaminados pelo Covid-19 é quase unânime. É preciso impulsionar a luta e realizar uma greve nacional para impedir uma hecatombe da pandemia. Somente a mobilização da comunidade escolar vai colocar em xeque a política genocida dos golpistas.

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