Direita genocida
População peruana sofre com a falta de oxigênio medicinal, mesmo recebendo doação do Chile, governo não encontra solução para o transporte e sufoca quem precisa com urgência
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População enfrenta longas filas para recarregar cilindros de oxigênio | Arquivo
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População enfrenta longas filas para recarregar cilindros de oxigênio | Arquivo

A população peruana sofre com o descaso do governo direitista de Francisco Sagasti, que pouco fez para combater a pandemia e não se empenhou para possibilitar que as 40 toneladas de oxigênio doados pelo Chile chegasse ao país e amenizasse a angústia de quem enfrenta grandes filas a espera do produto medicinal.

Há cerca de um mês o Peru enfrenta a escassez de oxigênio medicinal, fundamental para o tratamento da Covid-19 em estágios graves. A falta desse bem essencial é reflexo de uma explosão de casos que vem provocando a segunda onda da pandemia no país.

Os números assustam, já são 1.269.523 casos confirmados e 44.690 mortes na pandemia, A segunda onda preocupa ainda mais, pois, de acordo com o governo, a demanda por oxigênio medicinal cresceu 200%, sendo que o número de infecções e mortes quadruplicou em relação a dezembro. Na sexta-feira (19), foram registradas 7.719 novas infecções e 201 mortes.

Segundo a ministra da Saúde Pilar Mazzetti, é o déficit de oxigênio medicinal que chega a 110 toneladas por dia em todo o país. A demanda é de 510 toneladas por dia, mas há apenas 400 toneladas disponíveis. As empresas alegam que não conseguem atender a demanda, pois na produção em parceria com o governo só seria possível a obtenção de 20 a 60 toneladas de oxigênio por dia.

Devido a falta do produto, a vigilância policial está presente em fábricas de oxigênio e em quase todos os postos de venda do medicamento no país. A recarga do produto é vendida a sete dólares a unidade do metro cúbico, não há nenhuma intervenção nos preços, o único objetivo dessas empresas é lucrar com a pandemia.

A situação dramática enfrentada pelo país vizinho, o Peru, poderia ter sido contornada com a adoção de medidas rígidas de combate à pandemia como o fechamento de atividades não essenciais do comércio e da indústria, bem como manter estações e transportes sem aglomeração de pessoas. Porém, assim como Bolsonaro no Brasil, Sagasti não tem nenhuma política real para combater a doença. 

O presidente da direita peruana segue os passos sádicos do genocida vizinho, desamparando a população de seu país de medidas efetivas para o controle da pandemia, não há vacinas para a população e nem mesmo transportes são disponibilizados para as pessoas se tratarem em países vizinhos que disponibilizam ajuda. 

O povo trabalhador peruano e da América Latina sofre os efeitos das políticas nefastas da direita, que não se importam com a vida da população, apenas em atender os interesses econômicos da burguesia. É preciso que os povos latinos coloquem um fim a política dos governos genocidas de seus países, salvar as vidas e garantir as condições materiais de existência de toda população.

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