Perseguição política: em dois anos, quase 300 lideranças foram assassinadas na Colômbia

Durante uma reunião com representantes dos países membros das Nações Unidas, ocorrida em outubro de 2018, o governo colombiano apresentou um balanço de 261 assassinatos de lideranças políticas. A situação se tornou tão alarmante que representantes de 95 países solicitaram que fosse discutida a situação dos Direitos Humanos na Colômbia.

Apesar da situação crítica, o governo colombiano afirmou que o balanço é positivo. Para o governo, as lideranças que foram mortas estão ligadas a “organizações criminosas” que estão tentando tomar conta de territórios. Atualmente, 4.000 líderes colombianos recebem alguma medida de proteção, sendo que 60% desses se encontram no campo.

Os assassinatos de lideranças na Colômbia são uma verdadeira barbaridade contra o povo colombiano e nada têm a ver com o crime organizado. O presidente da Colômbia, Ivan Duque, é de extrema-direita e um capacho do imperialismo norte-americano.

O regime político colombiano se tornou o principal aliado do imperialismo na América do Sul – na verdade, o principal títere. A Colômbia sempre teve governos de direita, fortemente repressores e intimamente ligado aos interesses dos Estados Unidos.

Apesar de a situação na Colômbia ser extremamente grave do ponto de vista humanitário, a imprensa burguesa internacional não tem dado qualquer repercussão aos massacres. Isso, por sua vez, só comprova o cinismo e a canalhice da imprensa burguesa: enquanto inventam mentiras contra o governo venezuelano, omitem os podres do governo colombiano.