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Na última semana, a imprensa burguesa repercutiu exaustivamente o suposto “atentado” que o candidato fascista Jair Bolsonaro teria sofrido. Embora o caso ainda esteja em aberto – há muita especulação sobre o que de fato aconteceu – praticamente todos os setores da esquerda nacional decidiram se solidarizar com Bolsonaro, repudiando a “violência” do cidadão que atentara contra a vida do candidato. Certamente, a nota de repúdio mais aberrante foi a do PSOL, que declarou que a ação contra Bolsonaro era um “grave atentado à normalidade democrática”.

Se o PSOL acha que há alguma “normalidade democrática” no país, que sofreu um golpe de Estado e tem seu maior líder popular preso, a Polícia Militar do Paraná não deixa ninguém esquecer do Estado de Exceção em que vive o Brasil. No 7 de setembro, os trogloditas da PM de Beto Richa (governador do Paraná, mais conhecido como “Beto Hitler”) prenderam Edna Dantas, coordenadora do acampamento Marisa Letícia. Segundo o Blog de Esmael, Edna foi presa porque estava carregando, junto com militantes do PT, faixas em favor do ex-presidente Lula no desfile militar de Curitiba.

O acampamento Marisa Letícia se tornou um símbolo nacional de resistência dos trabalhadores ao golpe de Estado. Erguido desde a prisão do ex-presidente Lula, o acampamento é uma das milhares de manifestações da população de apoio a Lula.

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