Perseguição nas escolas é o primeiro passo para uma perseguição geral. É preciso freá-la, agora

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aA fraude e a manipulação eleitoral que conduziram à vitória o capitão da reserva do Exército, o fascista Jair Bolsonaro, é, grosso modo, a terceira etapa do golpe de Estado no País. As duas primeiras foram o impeachment e a perseguição e prisão do ex-presidente Lula. Na atual etapa, os golpistas procuram encobrir o próprio golpe com a roupagem “democrática” do voto popular. “Bolsonaro é legítimo, pois teve a maioria do voto do povo brasileiro”, afirmam.

Nada mais distante da realidade. Os “verdadeiros donos do golpe” arquitetaram todos os passos que culminaram com a sua “vitória” eleitoral. Diante de tamanha farsa, nada mais natural que o produto final seja uma figura caricata como Bolsonaro.

Bolsonaro é o espelho do golpe, por isso uma expressão mediocre dele. Chega a ser cômico o grau de ignorância e obscurantismo expressado pelo presidente e por seus futuros ministros de Bolsonaro.

Em todo caso não é de se espantar diante da absoluta degenerescência do capitalismo. Para tentar uma sobrevida do capitalismo, o imperialismo não poupou esforços para promover o golpe e nem poupará na tentativa de esmagar qualquer resistência e luta contra a sua consolidação.

É justamente no contexto de tentativa de consolidação do golpe, que a extrema-direita resgatou o projeto de censura nas salas de aula, “o Escola sem Partido”, afinal o que poderia ser maior prova de obscurantismo do que destruir a Educação? Aproveitando-se das ilusões eleitorais da esquerda, que acreditou na miragem de derrotar o golpe nas eleições, esquecendo com isso do próprio golpe, os cães raivosos fascistas e seus patronos reacionários dos meios de comunicação impulsionam esse que é um dos principais projetos do capitão presidente.

Nada mais sugestivo do que tentar impor a barbárie a começar pela destruição da liberdade de expressão dos professores em sala de aula.  A “Escola com Fascismo” (nome real do projeto da direita) é uma ditadura nas escolas para censurar e reprimir os professores e o movimento estudantil.

Esse é na verdade um preâmbulo para uma mais ampla repressão e ditadura sobre a população em geral, no regime golpista que se fecha sobre o povo. Reprimir e controlar os professores e a juventude, impor o obscurantismo nas escolas, têm desdobramentos significativos sobre toda a classe trabalhadora e oprimidos do País.

A esquerda precisa se organizar imediatamente com os professores, os pais e os alunos em um movimento concreto de enfrentamento com a direita, que barre essa repressão nas escolas e sirva como ponta de lança para combater o golpe e o fascismo.