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Fascismo: perseguição política
Perseguição: demissões por “justa causa” sobem 130% nos Correios
Governo Bolsonaro quer destruir os Correios, vão fechar 513 agências e demitir 5,3 mil funcionários, este é o plano inicial
Fascismo: perseguição política
Perseguição: demissões por “justa causa” sobem 130% nos Correios
Governo Bolsonaro quer destruir os Correios, vão fechar 513 agências e demitir 5,3 mil funcionários, este é o plano inicial
Registro de uma das greves dos Correios.
Registro de uma das greves dos Correios.

A perseguição política é uma marca do fascismo. Está muito caracterizado o fato das demissões por “justa causa” serem uma perseguição política contra os trabalhadores. As demissões por justa causa nos Correios subiram 130% de 2018 para 2019, passando de 261 para 593.

Uma política de ataque sem precedentes foi desencadeada nos Correios e, em 2019, as ocorrências que mais motivaram essas demissões foram “diferença de caixa” (185), “falta injustificada” (137), “descumprimento de atribuições” (54), “apropriação de bens” (27) e “fraude em atestado médico” (27). Ora a Lei de “justa causa” fala em: “Condenação Criminal, Desídia, Embriaguez Habitual ou em Serviço, Violação de Segredo da Empresa, Ato de Indisciplina ou de Insubordinação, Abandono de Emprego, Ofensas Físicas, Lesões à Honra e à Boa Fama, Jogos de Azar”.

Como se vê, tudo no governo fascista virou motivo para “justa causa”. Verdade seja dita o governo de Bolsonaro quer destruir os Correios, vão fechar 513 agências e demitir 5,3 mil funcionários, este é o plano inicial ou na sua primeira fase.

A privatização da empresa é a meta a ser alcançada pelo governo fascista. Em uma medida que ainda corre em sigilo, os Correios decidiram pelo fechamento de 513 agências em todo o território nacional, uma mudança que vai resultar na demissão de 5.300 funcionários. A decisão faz parte de uma proposta de enxugamento de custos na estatal, que deve economizar R$ 190 milhões e atingir agências próprias que ficam nas proximidades de unidades operadas por franqueados.

Ainda se disfarça as verdadeiras intenções e, falando à imprensa, o presidente interino dos Correios, Carlos Fortner, confirmou o fechamento de agências, mas disse que o total ainda não foi definido. Ele disse que, originalmente, 752 unidades seriam atingidas, caindo, depois, para as 513 citadas pela reportagem do Estadão. Agora, a estatal aguarda o resultado de um estudo que deve indicar o número final de filiais cujas atividades serão finalizadas.

O fato é que a lista de unidades cujas atividades serão encerradas será encaminhada ao Ministério das Comunicações, ao do Planejamento e também ao Tribunal de Contas da União.

O interesse é pelo grande faturamento de algumas agências. E, não se faz alarde que fazem parte do total unidades localizadas em capitais e no interior dos estados. Só em São Paulo, a expectativa é pelo fim de 167 unidades, 90 na capital e 77 no interior, enquanto em Minas Gerais, 14 das 20 agências com maior rentabilidade fecharão as portas.

Os trabalhadores dos Correios devem colocar em prática o que foi estabelecido ano passado no congresso dos trabalhadores dos correios. Uma ampla campanha pelo Fora Bolsonaro; devem se mobilizar contra a privatização que está sendo implementada que vai demitir 40 mil ecetistas; se unir aos petroleiros, porque é vital essa aliança, isso vai levar para frente a luta contra Bolsonaro, pelos direitos dos trabalhadores e para derrubar o governo de fascistas: fora Bolsonaro e todos os Golpistas! Por uma greve unificada, rumo a a greve geral!