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Ex-governador de MG
Perseguição ao PT continua: Pimentel é condenado a 10 anos de prisão
Colaboradores mudaram versões, fatos foram claramente inventados na polícia e em juízo e desvendados em audiência, denuncia a defesa do petista
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Ex-governador de MG
Perseguição ao PT continua: Pimentel é condenado a 10 anos de prisão
Colaboradores mudaram versões, fatos foram claramente inventados na polícia e em juízo e desvendados em audiência, denuncia a defesa do petista
Pimentel já foi vítima de tentativa de impeachment pela direita.Foto: worldsteel/Flickr (CC BY-ND 2)
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Pimentel já foi vítima de tentativa de impeachment pela direita.Foto: worldsteel/Flickr (CC BY-ND 2)

Da redação – O ex-governador de Minas Gerais e ex-ministro do governo de Dilma Rousseff, Fernando Pimentel (PT), foi condenado a dez anos de prisão pela 32ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (21), por suposto tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Apesar de poder recorrer em liberdade, a sentença ainda determina a cassação de seus direitos políticos.

A juíza Luzia Peixoto afirma na sentença que, enquanto Pimentel era ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no primeiro governo Dilma Rousseff, ele teria utilizado seu cargo para acessar discussões “sobre investimentos privados feitos no país” e que teria conversado com empresários para favorecer seus negócios.

No entanto, o plano de fundo dessa condenação é a perseguição a Pimentel e ao conjunto do Partido dos Trabalhadores. O ex-governador de Minas, quando ainda estava nesse cargo, foi alvo de uma tentativa de impeachment justamente em meio ao golpe de Estado contra Dilma Rousseff, sendo ele um dos únicos governadores de esquerda de um dos grandes estados do país.

A defesa de Pimentel denunciou a arbitrariedade e o caráter político da sentença. “Essa condenação ultrapassou qualquer limite do razoável. Nunca vi nada tão despropositado e tão contrário à prova dos autos. Colaboradores mudando versões, fatos claramente inventados na polícia e em juízo, e desvendados em audiência. E acolhidos como verdade!”, escreveu Eugênio Pacelli, advogado do petista, à Folha de S. Paulo.