Perseguição ao PCO no DF: imprensa golpista tenta decretar cassação da chapa

fakenews

O PCO segue participando das eleições no Distrito Federal, mas a imprensa golpista falsificou a notícia da cassação de toda a chapa, como desculpa para excluir os candidatos de entrevistas, debates e mesmo de pesquisas, desestimulando o apoio da população à luta contra o golpe.

As candidaturas do PCO vêm sofrendo uma sistemática perseguição em diversos Estados. Desde o final de agosto, choveram pedidos do Ministério Público e liminares de desembargadores dos Tribunais Regionais Eleitorais buscando impugnar as candidaturas do Partido.

Conforme anunciado há anos nas análises do PCO, as eleições conduzidas pelos golpistas vêm sendo completamente manipuladas em todos os níveis. Não há campanha nas ruas, toda propaganda é proibida aos candidatos, o tempo de rádio e televisão foi drasticamente diminuído, os partidos de esquerda como o PCO vêm sendo perseguidos pelo Judiciário, a imprensa manipula, boicota, direciona. Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato preferido pela população com metade das intenções de voto, foi encarcerado ilegalmente e impedido de concorrer no pleito.

No Distrito Federal, coube ao procurador Federal José Jairo Gomes a tarefa de perseguir o PCO. Minúcias burocráticas foram tomadas como pretexto para pedir ao TRE a impugnação da chapa em liminar – o que foi concedido a toque de caixa (em apenas um dia) pelo Desembargador Waldir Leôncio.

O Partido recorreu junto ao TRE, mas Leôncio fez ouvido de mercador à defesa. No julgamento do recurso pelo TRE na última segunda (10), o desembargador repetiu os termos da decisão liminar em seu relatório ao plenário da Côrte, desconsiderando praticamente sem justificativa todos os argumentos colocados. O PCO apresentou na quarta (11) Embargos de Declaração questionando tais aspectos, que devem ser julgados em breve. Caso o TRE mantenha as arbitrariedades, o Partido recorrerá em instâncias superiores. Segundo juristas especializados em Direito Eleitoral, tanto o rito quanto a decisão não são usuais. É algo que só se tornou possível devido ao golpe de Estado que se aprofunda no país.

Em todo caso, tanto a decisão liminar quanto a sentença do Tribunal restringem apenas o acesso ao fundo eleitoral e ao direito de veicular propaganda no horário gratuito de rádio e televisão. Portanto, o PCO sempre teve e continua tendo direito a fazer sua campanha em outros meios até que se conclua o trânsito em julgado do caso em todas as instâncias. Até então, os candidatos continuam com direito inclusive a ter seus nomes nas urnas.

A imprensa golpista não escapou a seu papel: no mesmo dia 10, noticiou falsamente – com muito mais destaque que as entrevistas dos candidatos – que o partido supostamente estaria fora da disputa. Páginas de internet, programas de rádio e televisão covardemente disseminaram a mentira, e agora buscam usá-la como justificativa para possivelmente excluir o PCO das pesquisas, debates, entrevistas e sabatinas. Numa versão em miniatura da campanha difamatória realizada contra o PT até chegar ao golpe de Estado, seguem a máxima de Goebbels, para quem “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Agem como verdadeiros órgãos oficiais de propaganda da direita, acentuando o destaques aos candidatos golpistas que lideram a disputa no GDF (caso de Cristovam Buarque, por exemplo), e invisibilizando completamente os partidos de esquerda. No caso específico do PCO, a perseguição e a tentativa de apagamento do Partido do processo eleitoral tem um propósito bem definido: se o PT foi proibido por Rosa Weber de mencionar o nome de Lula nas campanhas, o PCO não o foi – até porque não participa da coligação que acabou por levar Fernando Haddad a substituir Lula. O PCO, com seu apoio incondicional, preserva o direito de manter no centro da campanha a campanha pela liberdade de Lula. Como impedi-lo? Impugnando as suas chapas.

Nos últimos anos, difundiu-se a ideia de que existem fake news [notícias falsas] produzidas somente por sites obscurantistas de direita. Reza a lenda que Donald Trump teria se elegido nos Estados Unidos a partir de notícias falsas originadas nesses sites e disseminadas na internet. Reza a lenda que foi assim que o nazista Jair Bolsonaro ganhou uma notoriedade maior que sua capacidade de articulação. Por conta disso, vários setores da esquerda aplaudiram as iniciativas do Facebook e outras corporações imperialistas de censurar a divulgação de informações políticas na internet.

Foram criadas até mesmo empresas de censura – verdadeiros “ministérios da verdade” orwellianos –, chamada pomposamente de fact checking [verificação de fatos]. Praticamente todas nas mãos de grandes corporações. É evidente que a longo prazo, na ditadura que se aprofunda no Brasil, os alvos preferenciais serão justamente os sites da imprensa de esquerda.

O episódio de Brasília porém mostra a realidade: os grandes disseminadores de notícias falsas são as corporações de notícias burguesas. Distorcem, omitem, manipulam a informação a seu bel-prazer. Pergunta-se se alguma empresa de fact-checking há de censurá-los.

O episódio confirma ainda que as organizações populares devem dispor de seus próprios meios de difusão da informação, sob pena de ficar completamente à mercê do arbítrio da imprensa golpista. O PCO tem em seu jornal o centro da organização de sua militância, e independe completamente dessas verdadeiras usinas de mentiras. Não leia o que eles querem que você leia. Informe-se pelo Diário Causa Operária Online e pelo Jornal Causa Operária – vendido semanalmente pelos militantes do partido e com mais de 40 anos de tradição.

Quanto às candidaturas do PCO, no DF e em todo o país, estas seguem firmes em seu propósito de fazer de todo o processo eleitoral uma grande mobilização de luta contra o golpe, pela liberdade de Lula, e de denúncia do caráter ilusório e fraudulento desse pleito, destinado unicamente a legitimar pelas urnas os ataques do grande capital à população do país. Junte-se a nós! Eleição sem Lula é fraude! Eleição sem PCO é golpe!