Fora todos os golpistas
O professor do Colégio Militar de Brasília (CMB), major Cláudio Fernandes, foi afastado das aulas por realizar critica a conduta da Polícia Militar de São Paulo
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Pai de aluno enviou o vídeo do major Cláudio Fernandes à direção do Colégio Militar | Foto: Reprodução

No dia 2 de junho, o professor da disciplina de geografia do 9º ano do Colégio Militar de Brasília (CMB), major Cláudio Fernandes, foi afastado das aulas por realizar critica a conduta da Polícia Militar de São Paulo (PMSP) durante manifestação em prol da democracia em 31 de maio. O professor fardado em aula teria comparado os tratamentos dispensados pela PMSP de “bombas e gás lacrimogêneo” aos manifestantes das torcidas de futebol e de extrema cordialidade com a senhora apoiadora do presidente Jair Bolsonaro que portava um taco de baseball, que na opinião do professor seria uma “patriota de araque”, arremata que foram utilizados “Dois pesos e duas medidas” pela PMSP, e finalizar que “Isso tudo remete a um fascismo que a gente não quer”.

“No domingo, como vocês devem ter acompanhado, houve dois protestos. Uma senhora branca, falsamente com uma bandeira do Brasil nas costas, patriota de araque que ela é, e com um tremendo de um taco de beisebol: para fazer o que? O policial [disse]: ‘Não, minha senhora, saia daqui, e tal’. Enquanto que os outros manifestantes foram tratados a bomba de gás lacrimogênio”, afirmou no vídeo o major Cláudio Fernandes.

O major professor está sofrendo um processo disciplinar por supostamente ter “manifestado politicamente” e “desviado do assunto da aula”, com base nas transgressões 56 a 60 do Anexo I do Decreto nº 4.346, de 26 de agosto de 2002 que aprova o Regulamento Disciplinar do Exército. 

As transgressões seriam:

“…

  1. Tomar parte, em área militar ou sob jurisdição militar, em discussão a respeito de assuntos de natureza político-partidária ou religiosa;
  2. Manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária;
  3. Tomar parte, fardado, em manifestações de natureza político-partidária;
  4. Discutir ou provocar discussão, por qualquer veículo de comunicação, sobre assuntos políticos ou militares, exceto se devidamente autorizado;

…”

Entretanto somam-se diversas manifestações políticas reacionárias dos militares na alta cúpula do governo, sem qualquer repreensão ou crítica do Comando do Exército. Havendo dentro das fileiras militares apenas a censura as posições progressistas por parte do Comando do Exército. 

As escolas militares não contribuem em nada a mais que uma escola normal com o desenvolvimento dos educandos, colocando ainda sobre os discentes uma carga extra desnecessária de stress pelo seu caráter ditatorial. Servindo apenas como locais oportunos a doutrinação reacionária, assim como o serviço militar obrigatório de poucos meses, forneceria toda instrução militar necessária, o tempo extra sobre uma disciplina extremamente rígida serve apenas para condicionar os jovens a agirem contra seus interesses.

Temos que ter claro que a militarização do ambiente escolar é algo extremamente prejudicial aos jovens, que têm seus direitos e vozes tolhidos nessa atmosfera, sendo necessário a imediata desmilitarização das escolas.

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