Pernambuco: Justiça não quer julgar PM assassino

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Assassino confesso de um estudante de 14 anos, em 2016, o ex-sargento da reserva da Polícia Militar de Pernambuco, Luiz Fernando Borges, teve seu julgamento, que ocorreria nesta segunda-feira  (24), adiado para outubro. Familiares, amigos da vítima, o estudante Mário Andrade de Lima, que completaria 17 anos no dia 23 de setembro, protestaram na porta do Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, no Recife, Quando ao chegarem para o julgamento depararam-se com o adiamento.

O policial assassino, que vinha sendo assistido pela Defensoria Pública, apresentou advogado constituído às vésperas do julgamento, o que motivou o pedido de adiamento, já que o novo advogado alegou não ter tido tempo hábil para estar a par dos autos. Uma espécie de manobra prontamente aceita pelo judiciário. Não se trata, em absoluto, de cercear o direito de defesa, mas de mostrar o caráter parcial do judiciário que claramente protegê os assassinos de farda.

Fica evidente a parcialidade do Judiciário brasileiro, para os serviçais da direita e do regime golpista, caso deste PM assassino, um verdadeiro monstro, demora-se mais de dois anos para condenar um réu confesso, enquanto para a esquerda, os movimentos democráticos, sociais, sindicais etc., prende-se e  condena-se sem provas e a toque de caixa, como no caso do ex-presidente Lula, preso político do regime golpista. A comparação é importante porque mostra a arbitrariedade do Judiciário como um todo.

O ex-sargento assassinou a sangue frio um criança negra de 14 anos e tentou matar uma outra, que conseguiu escapar. Tudo isso sem nenhum motivo, além racismo e da bestialidade característica dos assassinos de farda. No dia 25 de Julho de 2016, Mário e seu amigo andavam de bicicleta na periferia do Recife, quando encontraram-se com a  moto do PM, que vinha no sentido contrário, fazendo zig-zag na pista, pois o PM estava bêbado, o que acabou provocando uma colisão. O PM sacou a arma  exigindo que o jovem Mário deitasse no chão, dando-lhe várias coronhadas na cabeça, obrigando-o a ficar de joelhos, antes de assassiná-lo com três tiros. Ele também atirou contra o outro garoto que fingiu-se de morto para sobreviver.

Uma verdadeira besta-fera.

Diante da comoção e da revolta que causou tal selvageria, o “valentão” perdeu a farda, depois de concluído processo administrativo-disciplinar e o mesmo encontra-se preso aguardando Julgamento.