Burocracia sindical no comando
Apesar de toda a propaganda farsesca das direções sindicais, a campanha salarial 2020 acumulou perdas em números e politicamente.
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Caixa Econômica - 1
Trabalhadores da Caixa estão sendo super explorados por Bolsonaro que ainda quer privatizar. | Foto por: reprodução.

A chamada campanha salarial dos bancários, que na verdade, é o único período em que as direções sindicais se propõem a “se mexer”, terminou o saldo negativo para a categoria, formalizando um dos piores acordos coletivos da história da categoria.

Em primeiro lugar, o famigerado “reajuste salarial” que foi apresentado de diversas de diversas formas pelas direções todas buscando esconder a realidade: não houve aumento nenhum, houve sim, perda salarial. O percentual de 1,5% de reajuste apresentado pela FENABAN foi praticamente a metade (49%) da inflação acumulada últimos 12 meses (INPC 2,94% em agosto). É preciso destacar ainda que a inflação, calculada pelo IBGE sob comando do governo Bolsonaro, não inspira nenhuma confiança, haja vista os aumentos de preços em itens fundamentais como combustíveis, alimentos, energia elétrica etc, podendo a inflação estar num valor muito mais alto.

Para o ano de 2021, a promessa é de 0,5% de “aumento real” que, como citado, vai se transformar em perdas pois na conta não entram outros custos que a categoria está vendo subir sem que haja nenhuma mobilização. Como é o caso dos custos com o teletrabalho ou “home office”, muito bem aproveitado pelos banqueiros durante a pandemia, para aumentar a exploração dos trabalhadores, com jornadas maiores e intermitentes, sem registro de ponto e que deixou os custos com equipamentos de trabalho, mobiliário, energia, ar-condicionado, água e outros indiretos inteiramente nas “costas dos trabalhadores”.

O 0,5% de “aumento real” também não será visto quando se faz a conta do aumento nos custos com os planos de saúde e previdência, que também são uma grande vitória dos banqueiros. O maior exemplo foi aumento substancial nos custos do plano de saúde dos trabalhadores da Caixa Econômica, o Saúde Caixa. Mas, este fato tem ocorrido também nos demais bancos, onde os reajustes e alterações na cobertura tem levado ao aumento expressivo dos gastos, principalmente com familiares.

Outros custos que devemos citar são aumento no imposto de renda, pelo não reajuste da inflação nos últimos anos, o aumento da contribuição com o INSS decorrente da reforma da previdência, entre outros.

Ainda houve o famigerado abono de 2 mil reais que, longe de ser algum ganho real, pois não supre nem as perdas acumuladas nos últimos 12 meses, não serve de nada como ganho futuro, por obviamente não estar vinculados aos vencimentos. Serviu somente para que a FENABAN desse mais um “empurrãozinho” para que as direções o usassem como um motivador para acabar logo com a campanha salarial.

As direções sindicais que, praticamente na sua totalidade, permaneceram fechados durante a pandemia, deixando a categoria completamente indefesa à superexploração e demagogia do governo Bolsonaro, que colocou os funcionários da Caixa para trabalhar sobre condições insalubres, aos sábados, sob um argumento fajuto e politiqueiro, do auxílio emergencial, tocaram uma campanha completamente insossa, morna, sem mobilização e sem a participação real da categoria de forma proposital para aceitar qualquer migalha dada pelos banqueiros, acabar com a campanha e ir se dedicar a outros temas mais “importantes” como a eleição de candidatos.

Neste sentido, a maior perda que se registra é a falta de luta, a falta de enfrentamento ao maior inimigo da categoria, os banqueiros e seu funcionário Bolsonaro. É preciso deixar claro que ou se trava uma luta real contra a burguesia mais poderosa do país, que são os banqueiros ou a categoria acumulará perdas constantes, principalmente no cenário de governo de extrema direita, inimigo dos trabalhadores, que tem na sua “alça de mira” ataques que agora podem vir a qualquer momento, como o fim da jornada de 6 horas, a precarização e fim dos planos de saúde e, principalmente, a privatização dos bancos públicos e as demissões em massa para todos, que já estão em curso.

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