Ataque à Rússia
A falsa acusação do Pentágono contra a Rússia é mais um indicativo do recrudescimento das tensões politico-militares do Governo Biden no mundo.
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OTAN, organização aliada ao imperialismo americano. | Foto; Reprodução.
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OTAN, organização aliada ao imperialismo americano. | Foto; Reprodução.

Nesta terça-feira, 16 de fevereiro, o porta-voz do Pentágono afirmou, no site do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que a Rússia é uma ameaça para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Segundo o Pentágono, “é muito evidente que a Rússia é uma ameaça para todos os aliados da OTAN inclusive os Estados Unidos. A Rússia mina a transparência e previsibilidade. Eles [russos] estão usando força militar para alcançar seus objetivos”.

O Pentágono, sob o governo Biden, manterá relações com a Rússia, mas acusando-a de agressiva e imprudente em suas ações. Os americanos afirmam que a Rússia está minando a segurança no mundo e criando instabilidade através de sua relação de cooperação com os chineses, que já se tornaram o maior parceiro comercial da União Europeia e vem superando o momento de crise provocado pela pandemia. Para o Porta-voz do Pentágono existe “(…) um desejo na Rússia de minar a segurança e a estabilidade em todo o mundo com sua abordagem autoritária. Vemos isso também na cooperação russa com a China, [que é] um casamento de conveniência, desculpe, uma parceria de conveniência, como o general [Tod] Wolters a chamou”.

Jean Stoltenberg, Secretário-geral da OTAN, considera que a organização leva em conta vários tipos de relações com a Rússia, com a qual se pode ter confronto ou cooperação. “Se a Rússia quiser colidir, a OTAN está pronta; se quiser cooperar, [OTAN] ficará encantada”, disse o Secretário-geral Stoltenberg. No momento o secretário enfatizou a necessidade de manter relações com a Rússia devido ao perigo de uma nova corrida armamentista.

As declarações do Pentágono provam a farsa da política internacional do governo Biden, que se elegeu fazendo falsas promessas de novas relações multilaterais e de respeito com os países, mas o que vemos são a continuidade e recrudescimento das ações militares – sobretudo no Oriente Médio e na Ásia-, além dessas declarações infundadas contra a Rússia, contra a qual estimula a OTAN, uma organização sob forte influência dos americanos, a agir de alguma forma contra a Rússia. Quem na verdade desestabiliza as relações internacionais são os americanos, com o apoio dos membros subordinados da OTAN e dos demais órgãos internacionais da burguesia imperialista.

O governo Biden será mais unilateral do que o governo Trump, pois a burguesia imperialista americana não pretende seguir relações multilaterais, mas sim intervir diretamente nos países atrasados.

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