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O presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, apresentou nesta segunda-feira (19) um projeto que prevê pena de morte para traficantes de drogas. Na prática, a política de Trump visa aprofundar a política ultraconservadora de “guerra às drogas” do início da década de 70, encabeçada pelo então presidente Richard Nixon, que – demagogicamente – apresentava a questão como o “inimigo número um” daquele país.

Pena de morte: Trump se prepara para tornar "guerra às drogas" política de terror
Ilustração do experimento “Rat Park”

Desde aquele tempo e até hoje, toda a ideia de combate às drogas foi sempre baseada na grande publicidade de campanhas moralistas, que tem por objetivo desinformar e criar pânico na população. Adotou-se um discurso médico-jurídico em que a medicina estaria autorizada a legitimar políticas criminais, onde resultados de pesquisas sem base científica eram amplamente difundidos. Um exemplo são os experimentos feitos nos anos 70 com ratos viciados em cocaína, posteriormente refutados pelo famoso estudo sobre toxicodependência do psicólogo canadense Bruce K. Alexander e seu experimento “Rat Park” (“Parque dos ratos” ou “Ratolândia” – tradução livre). 

Pena de morte: Trump se prepara para tornar "guerra às drogas" política de terror 1
Prisões estadunidenses concentram a maior população carcerária do mundo

A política de drogas vem sendo usada em todo mundo como um poderoso instrumento de repressão e controle social do estado burguês contra a classe trabalhadora e a população marginalizada. Apenas nos Estado Unidos, mais de 2 milhões de pessoas se encontram encarceradas nesse momento e grande parte destas por crimes relacionados às drogas.

A guerra às drogas também serviu de pretexto para a intervenção política e militar estadunidense na América Latina, como, por exemplo, o famoso “Plano Colômbia”, destinado oficialmente para combater a produção de coca naquele país, mas que tinha por real finalidade enfrentar as guerrilhas de esquerda, como as FARC, em pleno território colombiano.

Pode-se dizer tranquilamente que não há guerras contra objetos, apenas contra pessoas e a pena de morte proposta por Trump significa a transformação de uma política que já é genocida em absolutamente terrorista.

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