Eleições 2020
A febre eleitoral tomou conta da esquerda, que “esqueceu” o golpe de Estado, a pandemia, e busca votos, como nos bons tempos
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Amarelo, camisa branca, enfim, a esquerda enamorada da direita | Foto: Reprodução

Até ontem, a esquerda estava, toda ela, no #ficaemcasa. Sindicatos fechados, sedes partidárias fechadas, as organizações do povo trabalhador estavam fechadas, e o pau quebrou para os próprios trabalhadores, que, sem chance de quarentena, tiveram que trabalhar normalmente. 

Carteiros, bancários e outros trabalhadores ficaram à própria sorte. O pessoal da manutenção urbana, os desempregados, enfim, milhões foram contagiados, e outras dezenas de milhares morreram. Nada de manifestação, é perigoso. Assembleias virtuais para quebrar greves, como o caso do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em São Paulo (SP), enfim, valeu tudo para não mobilizar nenhuma categoria, e a pandemia era um ótimo pretexto.

Eis que, de uma hora para outra, toda a preocupação com a pandemia cessou. 

É hora de buscar votos, como nos bons e velhos tempos. Carro de som, bandeiras, faixas, passeatas. Nós do PCO fomos acusados de ter “muita bandeira”, “uma faixa enorme”, etc. nos atos da Paulista, recentemente, e agora, essa.

Ainda estamos com quase mil mortos por dia, mas enfim, que mal há uma boa aglomeração para conquistar mais um eleitor, cada voto conta, ora bolas! Para derrubar Bolsonaro, não, aí precisa ter “cautela”, fazer “atos virtuais”, se muito. No máximo uma frente ampla, com os outrora golpistas, para… conseguir mais votos!

Agora, a mobilização é para jogar tudo dentro das urnas, todas as reivindicações por uma sociedade melhor nas demagógicas campanhas eleitorais, onde todos defendem educação, saúde, trabalho, para todos, sempre. E a esquerda, sim, também vai defender que tudo vai ficar bem após a (improvável) vitória eleitoral de seus candidatos.

A Justiça Eleitoral olha tudo com bons olhos. Afinal, na iminência de qualquer resultado fora do previsto já existe um roteiro: impeachment, prisão sem provas, enfim, tudo que estiver à disposição daqueles que controlam todo o sistema, o Executivo, Legislativo e Judiciário.

A vantagem aqui é que o povo já fez a experiência com o voto. Em 2016, por exemplo, os votos dados em Dilma Rousseff, no PT, foram todos rasgados com sua deposição. Uns lutaram contra o golpe, outros ficaram em cima do muro: “fora todos”, e agora não querem pagar essa fatura. Em 2016, por tabela, logicamente, rasgaram os demais votos em outros candidatos.

Também já foi feita a experiência de que é possível reverter o golpe de Estado pelas urnas. 2018 comprovou isso. Para Lula não ganhar, bastou mandá-lo para uma prisão. Fizeram isso. Bolsonaro levou, foi “eleito”, com o candidato que venceria no lugar dele, na prisão. Ameaças de invasão de Curitiba (PR), manifestações de rua, abaixo-assinados, enfim, soltaram o homem.

Em eleição municipal a questão é ainda mais complexa, pois envolve os poderes regionais, locais, aqueles que controlam tudo. Da prefeitura à câmara de vereadores. Os juízes são antigos donos de terras, etc. Em alguns casos, candidatos fora da patota costumam desaparecer, desistir da candidatura, ou simplesmente serem assassinados.

O PCO, fazendo uso de seu direito democrático, lança suas candidaturas para denunciar tudo isso, e fazer propaganda pelo fora Bolsonaro. Uma tribuna para movimentar as ruas pela derrocada dos golpistas, para impor uma derrota contra a direita. Esse é o único sentido dessas candidaturas, o que é falado fora disso, pela esquerda, é demagogia rasteira.

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