Peleguismo: Sindicalistas dos Correios querem lutar contra a privatização com advogados

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No último dia 5, os sindicalistas dos Correios ligados ao Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU e diretoria do Sintect-MG – LPS) que controlam a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) realizaram um Consin (Conselho de sindicatos da Federação) em Brasília/DF.

Apesar do Consin ser um encontro burocrático, já que reúne apenas um representante por sindicato filiado a federação, o encontro tinha como perspectiva o debate político sobre a situação política do país, diante do golpe de estado e seu aprofundamento diante do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, mas nada disso foi debatido.

Os dirigentes sindicais da Fentect que vêm capitulando sistematicamente com a política de direita dentro dos Correios, fugindo da luta contra o golpe de estado no país, reuniu 22 representantes de sindicatos dos Correios para entregar a reunião ao departamento jurídico da entidade.

Ou seja, os representantes sindicais dos Correios viajaram para Brasília para ouvir os advogados da Fentect falarem o que todos já sabem, que a direção golpista da ECT está cometendo um monte de arbitrariedades e que os advogados da Fentect estão com várias ações judiciais defendendo os trabalhadores dos Correios.

Essa situação advém do fato de que os dirigentes da Federação não tem nenhuma política para apresentar para categoria se defender dos ataques do governo golpista de Jair Bolsonaro, que é o sucessor golpista do governo de Michel Temer.

Primeiro porque os dirigentes da Federação ligados ao PT, que deveriam levantar na categoria uma campanha contra o golpe de estado no país, uma vez que foi o governo do PT quem em primeiro lugar sofreu o golpe, não querem enfrentar os sindicalistas do PSTU que defenderam o golpe e o Fora Dilma e portanto são responsáveis pela atual situação política existente.

Segundo, porque os dirigentes sindicais da categoria têm medo dos trabalhadores, já que nos últimos anos eles vêm entregando os direitos da categoria, como o plano de saúde, aonde terminaram uma greve de quase 20 dias, assinando um acordo que autorizava o TST decidir pelo fim do plano gratuito que os trabalhadores possuíam.

Diante da ausência de direção do movimento, os trabalhadores precisam se reorganizar por local de trabalho com a formação de comitês de luta contra o golpe, contra a privatização dos Correios, pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas e por fim pela liberdade de Lula.