Peleguismo do PSTU/Conlutas: “Vamos pedir para que Temer impeça a privatização da Embraer”

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O PSTU demonstrou mais uma vez seu capachismo com os golpistas e o fracasso de sua política sindicalista. Diante da ofensiva do governo de Michel Temer para entregar de vez a Embraer, uma empresa estratégica para a economia e soberania nacional, o sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos, onde se encontra a maior e principal unidade da empresa, controlado pela “central sindical” de brinquedo do PSTU, a Conlutas, enviou ao presidente usurpador um pedido de reunião para exigir veto à venda da Empresa de aviação.

Pedem para que a venda da Embraer seja vetada por aqueles que estão levando adiante a proposta, pedindo uma reunião com os mesmos, que apoiou o golpe no Brasil e no mundo afora, como no Egito. Querem “convencer” os que deram o golpe justamente para entregar todas as riquezas nacionais a não entregar a Embraer.

Deste jeito, fica claro que toda a campanha feita pelo partido contra a CUT, a maior central sindical da América Latina, no sentido de que é preciso criar uma “verdadeira central dos trabalhadores, contra o peleguismo” não passava de demagogia e de uma política ultra-sectária de uma pequena-burguesia desvinculada da classe trabalhadora; já que uma das únicas vezes que a Conlutas poderia interferir na situação política, com seu maior sindicato, ao invés de chamar uma greve e a ocupação das fábricas, propõe uma reunião com os golpistas para vetar a própria política dos golpistas.

Na realidade, quando se percebe a atuação sindical das duas Centrais, fica muito claro que a Conlutas é muito mais direitista que a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que eles acusam de apodrecida, pelega e burocrática. Inclusive isso fica claro com a política de companheirismo que a central tem com a “central sindical” da FIESP, a Força Sindical, que assim como a Conlutas apoiou o impeachment da Dilma.

A política da esquerda pequeno-burguesa da criação de “sindicatos vermelhos”, que é repetida pelo PSTU e pelo PSOL, cada qual com sua central sindical de brincadeira é antiga, e até agora só acarretou na divisão do movimento operário, isto é, apenas dificultou a organização de uma greve geral.