80 anos do gênio do futebol
Sempre haverá alguém, guiado pelos interesses do imperialismo, para convencer o brasileiro de que ele não deve ter orgulho daquilo que fez
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Pelé_Easy-Resize.com_
Pelé, o rei do futebol. | Arquivo

Hoje, dia 23 de outubro, o “Rei do futebol”, Edson Arantes do Nascimento, ou simplesmente Pelé, completa 80 anos de idade. Pelé não deve ser apenas homenageado como o maior jogador de futebol de todos os tempos. Pelé é mais do que isso, ele é um gênio da arte que ainda vive entre os meros mortais.

O brasileiro inventou uma nova arte ao transformar o futebol vindo da Europa. Deglutiu-o, inventou uma nova maneira de jogar que acabou exportando de volta aos europeus já como um novo tipo de atividade. Esse é o futebol arte.

O futebol de Pelé é o ponto mais alto onde chegou essa arte. Ele é a síntese do que havia sido criado até ali pelo povo brasileiro, negro e pobre, que se tornou o dono do mundo justamente no esporte mais popular do planeta.

Pelé e sua geração têm ainda outra importância. O Brasil, pelo menos desde o final da década de 30, mas certamente a partir da década de 50, já era o melhor futebol do mundo. Mas para que pudesse se impor indiscutivelmente, o brasileiro teve que enfrentar a resistência do imperialismo internacional, que sempre achou e ainda hoje acha inconcebível que um país atrasado, pobre e negro dominasse o esporte. Foi Pelé e sua geração, a partir da conquista na Suécia em 1958, que abriram o caminho para que o Brasil definitivamente se tornasse o melhor futebol do mundo.

Tudo isso é verdade, tudo isso, copiando o que dizia Nelson Rodrigues em suas crônicas esportivas, é o “óbvio ululante” do futebol brasileiro. No entanto, nada é assim tão simples.

O futebol brasileiro e o próprio Pelé enfrentam uma dúvida constante. Não há ocasião em que o “óbvio ululante” não seja contestado de alguma maneira. A imprensa burguesa, sucursal dos interesses imperialistas, ao mesmo tempo em que faz demagogia e bajula, reforça a ideia de que o domínio brasileiro não é do jeito que se diz. O brasileiro parece ser forçado a ter desconfiança de sua Seleção, de seus melhores jogadores e até do maior gênio de todos os tempos, Pelé.

A esquerda pequeno-burguesa, justamente por ser de classe média, repete a propaganda imperialista e serve como correia de transmissão da ideologia imperialista contra o futebol brasileiro.

Uma conclusão deve ser tirada dessa luta pela afirmação do futebol brasileiro: se for o melhor do mundo, melhor que não seja brasileiro. Pelé é brasileiro e negro, não basta ser o gênio da bola, sempre haverá alguém para compara-lo com outro, por mais que possa ser uma desonestidade intelectual qualquer tentativa de comparar Pelé com outro mero mortal.

Essa situação de Pelé e do futebol brasileiro lembra muito a de outra figura histórica do País que tem importância internacional. Alberto de Santos Dummont colocou, também no dia de hoje, em 1906, a primeira máquina a alçar vôo sozinha e percorrer alguns metros acima do solo. Santos Dummont inventou o avião, quis o destino que no mesmo dia em que nasceu Pelé.

Mas assim como Pelé, o imperialismo se esforça por apagar a importância do inventor brasileiro. Como seria possível que os norte-americanos, esses seres mais superiores do mundo, fossem ultrapassados por um brasileiro? E assim, contaram uma história de que foram outros que inventaram o avião.

Se for o melhor do mundo, não seja brasileiro!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas
Sobre o Autor
Publicidade
Últimas
Publicidade
Mais lidas hoje