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O fim da ditadura militar brasileira é apresentado como tendo se dado em 1985. Desde então, o País, supostamente, teria entrado em uma democracia, com eleições presidenciais, abertura política e pluripartidarismo.

O problema é que os militares, de fato, não abandonaram o poder, fazendo pressão para compor o Executivo de alguma maneira e intervindo nas mais variadas questões.

Agora, com o golpe de Estado que o Brasil sofreu, os militares, instigadores e autores do golpe, resolveram retomar o poder, por enquanto, através de “aproximações sucessivas”, ou seja, aos poucos, por dentro do regime.

A nova medida dos militares é comandar o Ministério da Defesa, que faz décadas não era chefiado por um militar. Raul Jungmann, ex-ministro da pasta – e homem de confiança dos militares – assumiu o macabro Ministério Extraordinário da Segurança Pública.

Quem irá assumir a defesa é o general Joaquim Silva e Luna. Mais um general em alto posto do Poder Executivo.

A imprensa burguesa afirma, para todos os casos, que se trata de manobras políticas e desejos pessoais de Michel Temer, mas, na verdade, são as Forças Armadas que estão assumindo cada vez mais postos de comando no Brasil, pavimentando o caminho para um controle geral do regime pelos militares.

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