Entrevista
Em entrevista, Pedro Catelli discute os pontos principais de sua militância política na cidade de Londrina (PR)
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Pedro Catelli, candidato a vereador pelo PCO na cidade de Londrina (PR) | Foto: Reprodução

Pedro Catelli, candidato a vereador pelo Partido da Causa Operária na cidade de Londrina (PR) concedeu uma entrevista onde discute alguns pontos de sua atuação política na cidade. Pedro discorre sobre sua trajetória política, ingresso no Partido da Causa Operária, a luta estudantil na Universidade Estadual de Londrina, a campanha eleitoral, o trabalho no bairro União da Vitória e relata sua rotina de militância política.

Diário Causa Operária: me conta como que é você se envolveu com a política?

Pedro Catelli: Eu comecei na política num comitê pela liberdade do Lula, da qual o PCO participava aqui em Londrina, com companheiros do PT e do Sindicato dos Bancários da CUT. Minha trajetória política começou no ato pela liberdade do Lula, o ato de Reveillon convocado pelo PCO e pelos Comitês de Luta contra o Golpe, se não me engano de 2017 para 2018, onde o PCO chamou um ato pela liberdade do Lula na frente da Polícia Federal, um ato de Reveillon para passar com o Lula, pela sua liberdade. Foi aí que comecei fazendo atos regulares, que eram chamados por este Comitê todos os sábados, no calçadão de Londrina, isso antes de ingressar no PCO.

Eu ingressei no PCO por ele que convocava estes comitês a funcionarem, era a política do PCO.

Diário Causa Operária: E no PCO, quando você ingressou, qual era sua atividade de militância?

Pedro Catelli: Olha, eu ingressei no PCO neste Réveillon, quando eu me filiei. Depois eu entrei no Partido. Minha primeira atividade foi a 43ª Universidade de Férias “Fascismo: O que é e como combatê-lo”, e de lá que eu saí com os jornais e os materiais de campanha pela liberdade do Lula e pelo Fora Bolsonaro, continuei participando do Comitê, já com uma política mais alinhada ao PCO e vendendo os jornais nas atividades e com uma intervenção na Universidade Estadual de Londrina (UEL), da qual eu sou estudante de Filosofia.

Diário Causa Operária: E você está ligado à AJR?

Pedro Catelli: Eu sou membro da AJR e permaneço fazendo a campanha da juventude do Partido, principalmente agora intensificada na questão da volta às aulas no meio da pandemia, contra o ensino à distância, contra o genocídio dos estudantes e também contra a ditadura nas escolas, o DOI-CODI para crianças, como o pessoal está chamando aqui em Londrina, que são as escolas militares, o laboratório do golpista Ratinho Jr. que está tentando impor mais de 200 escolas militares no estado do Paraná. Inclusive, já tivemos relatos de companheiros anônimos de que já estão praticando tortura com crianças. Aqui em Londrina nós recebemos uma denúncia de que um colégio militar havia torturado uma criança, o que causou uma crise muito positiva no sentido de levar a população a ser contra essas escolas militares, ao contrário do que prega a propaganda da direita golpista daqui, de que seriam escolas mais seguras. Se escolas mais seguras forem escolas com alunos e professores torturados, a gente pode considerar que estas escolas serão mais seguras, o que é um contra-senso.

Diário Causa Operária: E no seu curso de Filosofia, você está enfrentando esse problema de assistir as aulas pela plataforma da internet, está tendo aula presencial ou está suspenso?

Pedro Catelli: Tá tendo aula pela internet, aulas da qual 2/3 do curso está boicotando. Estes dois terços não deixaram de fazer as aulas, mas estão boicotando as aulas no sentido de que não aprendem nada, é uma farsa total, uma fraude. A gente tem um departamento extremamente conservador na UEL, que adaptou-se muito bem ao programa da direita de dar aula online, só que os estudantes, como um setor mais progressista dentro da Universidade, eles acabaram por boicotar. Digamos assim, a gente está de greve, mas que não é uma greve nomeada. Os estudantes estão boicotando o ano letivo por não aceitarem o EaD. Há cerca de 2/3 dos estudantes que não participam mais da aulas, da qual eu me incluo fazendo a campanha contra o EaD. O PCO convoca os estudantes não só da filosofia, como todos os estudantes de todos os cursos e todas as categorias de cursos, a se mobilizarem, a protestarem contra o EaD, e pressionar o DCE da UEL, que é um DCE muito capitulador em relação à política da direita. Inclusive que está fazendo aquela política geral da esquerda pequeno-burguesa que é a de dar tablets, notebooks etc, quer dizer, medidas paliativas para se adaptar ao programa da direita, a boicotarem o EaD e a pressionar o DCE da UEL a chamar uma greve dos estudantes contra o EaD e também com o objetivo de ser contra as aulas presenciais em meio à pandemia e a formarem um Comitê de Luta Estudantil contra o EaD e a volta às aulas.

Diário Causa Operária: Me explica isso Pedro, se o EaD é ruim, uma farsa, voltar às aulas não é a solução?

Pedro Catelli: Não, voltar as aulas em meio à pandemia é pior ainda, porque é um genocídio, nós não temos vacina, não temos nenhuma forma de tratamento do coronavírus. Nós temos um número absurdamente alto de “recuperados” nos dados oficiais do governo, mas como não tem tratamento essa taxa de recuperados fica extremamente em dúvida. Na verdade a gente pode colocar que essa taxa é de desamparados pelo Estado. Nós não temos nenhuma segurança sanitária e as medidas que são propostas pelos governos que não testam ninguém da população não são nem paliativas, são verdadeiras fraudes. Não vai ter nenhum distanciamento na Universidade. Quer dizer, a Universidade é um fator de aglomeração, e o que a direita quer, não só nas universidades, como pior ainda nas escolas, é provocar um banho de sangue, um morticínio generalizado da juventude e também da categoria dos professores. Tanto a juventude como os professores estão muito opostos a volta às aulas, por estes motivos evidentes que vai ser uma somatória de cadáveres.

Diário Causa Operária: Como está a campanha em Londrina?

Pedro Catelli: Estamos fazendo a campanha de rua junto com o Comitê Eleitoral de Campanha, que são simpatizantes e filiados nossos, que na medida em que as eleições foram passando mais gente agregou. Cerca de 10 pessoas no Comitê Eleitoral de Campanha, cada um ajudando à sua maneira a campanha a continuar firme e forte na cidade de Londrina, e recebendo inclusive a presença de moradores de bairro, que não tem nenhuma influência da esquerda, e também de estrangeiros, como é o caso do companheiro Carlos, que é da Colômbia e participa também do Comitê de Campanha por considerar a política do PCO de Fora Bolsonaro e Lula candidato corretas para a atual situação política brasileira.

Diário Causa Operária: O PCO trabalha de forma centralizada. Como você vê essa atividade centralizada do Partido em relação à política, que me parece que é um grande diferencial em relação aos outros partidos?

Pedro Catelli: O PCO é um partido centralizado e a base da centralização é a concordância política. Graças à centralização que nós conseguimos formar esses Comitês de Campanha com pessoas que têm uma concordância política que é fundamental para a situação política brasileira. Eu diria que a centralização partidária do PCO é o motivo pelo qual a política do PCO funciona, por isso que nós conseguimos intervir na situação e por isso que conseguimos agregar mais e mais pessoas nos Comitês de Luta, nos Comitês contra o Golpe e nos Comitês Eleitorais de Campanha e também nos Conselhos Populares dos bairros operários.

Diário Causa Operária: Com a sua candidatura à vereança, o PCO parece que não faz distinção na hora de investimento. A questão do investimento na candidatura, na política é uma questão central. E o Partido preconiza a ideia de que o investimento vem de forma centralizada e por igual para todos. Qualquer mudança que leve ao investimento diferenciado tem que passar pela discussão nos Comitês. Você acha isso injusto? Como você vê?

Pedro Catelli: É a forma de financiamento mais justa que tem. É divido por igual para cada candidato, como o companheiro falou, quando não é, é colocado em discussão aberta e amplamente as razões disso. Nessa eleição nós não tivemos essa discussão. Os panfletos são divididos proporcionalmente, porque as finanças são para fazer os panfletos das campanhas, eles são divididos proporcionalmente por cidade, Londrina tem um tanto de panfleto que a gente consegue intervir na situação política, de acordo com as nossas necessidades políticas aqui na cidade, como em todas as cidades. Até porque a campanha do PCO é uma campanha nacional, por mais que estejamos em uma campanha municipal, e a eleição municipal é repleta de despolitização, onde se foca nos problemas menores das cidades, a campanha do PCO é uma campanha nacional porque nós entendemos que a campanha tem de ser sobre os problemas fundamentais nacionais do país. Sem resolver os problemas nacionais, não vamos conseguir resolver os problemas regionais e muito menos municipais. Então, nesse caso, por isso que nossa campanha é nacional e por isso que nossa questão financeira também é nacional, levando em consideração todos os candidatos, todas as regiões e todas as cidades, para ter campanhas fortes em todos os lugares.

Diário Causa Operária: O terreno eleitoral não é a principal proposta do partido. O terreno eleitoral é só mais um campo de atuação. O que você pode me dizer disso?

Pedro Catelli: O que eu posso dizer é que é uma atuação prática que a gente faz, posso dar um exemplo prático.  Quando nós fazemos campanha, nós fazemos uma campanha aqui no bairro União da Vitória, que é um bairro que nasceu como uma ocupação dos operários de Londrina, como operários de uma parcela grande desempregados, que já chegaram na cidade desempregados e assim permaneceram. É uma grande massa de reserva da mão de obra industrial, União da Vitória. Nós fazemos a campanha de porta em porta, principalmente nesse bairro de ocupação. As pessoas lá são muito sensíveis à campanha do PCO. Nessa campanha eleitoral, nós vemos muita demagogia no bairro, mas também vemos uma falta de, digamos assim… os políticos profissionais da direita e até mesmo da esquerda não pisam nesse bairro porque a metade do bairro não tem um CEP, então quem não tem CEP não tem título de eleitor. Nós fazemos a campanha eleitoral nesse bairro, onde eleitoralmente falando nós perderíamos tempo e metade dos votos não seriam computados, porque as pessoas não conseguem votar. Quando vamos fazer a campanha eleitoral, nós explicamos que queremos organizar a população para reivindicar tanto as questões prolongadas como as questões imediatas, como por exemplo, o pessoal do União da Vitória não tem CEP, o que já é uma coisa aberrante, não tem direito nenhum, o pessoal reclama que não pode abrir um crediário para comprar alguma coisa, não pode votar, não recebe correio, não tem água, não tem luz, não tem esgoto. Quer dizer, são pessoas que do ponto de vista estatal não existem. Mas nós vamos lá e fazemos a campanha lá. O interessante é que quando nós falamos que o Partido não faz demagogia, não vai prometer, que nossa intenção é organizar a população em torno das suas reivindicações, eles começam a falar das reivindicações que eles têm, começam a falar que não têm CEP, de que de 4 em 4 anos se promete ali um asfalto novo, um esgoto, uma luz, mas eles nunca veem esses direitos fundamentais da população chegarem até eles. Então, uma prova contundente de que a campanha eleitoral do PCO não é focada nas eleições é essa, a nossa maior intenção no bairro União da Vitória é fortalecer o Conselho Popular de Saúde do bairro para a população reivindicar seus direitos mais fundamentais e materiais. Então, o pessoal mesmo do bairro, quando a gente vai conversar, entende muito bem a campanha do PCO e a gente politiza muito o bairro. As discussões ficam muito acaloradas e digamos que é unânime a campanha do Fora Bolsonaro, principalmente. Você passa em uma casa e fala “Fora Bolsonaro”, você é extremamente bem-vindo naquela casa e portanto nós somos extremamente bem-vindos no União da Vitória. Uma reivindicação fundamental do próprio Conselho Popular, que se viu através das discussões, foi a extinção da Polícia Militar. Porque a Polícia Militar no bairro União da Vitória é um verdadeiro esquadrão da morte, você não sabe se você vai sair à noite e vai sair vivo no outro dia. A gente tem inúmeros casos de estupros coletivos de policiais em relação a garotos e garotas, muitas das vezes eles são inclusive menores de idade. Então a reivindicação do fim da Polícia Militar você vê expressa nas tornozeleiras eletrônicas, de cada dez casas, cinco pessoas usam tornozeleira eletrônica, isso quando alguma das pessoas dali está preso sem julgamento, presos inclusive pelo julgamento da PM, não é do juiz, não é do promotor. Essa reivindicação é muito importante, muito sensível para a população. Você vê que o programa do PCO é feito para a população mesmo e para a mobilização, não cabe demagogia.

Diário Causa Operária: Pedro, antes da gente terminar, me diz como é sua rotina como candidato e quais as atividades que você tem.

Pedro Catelli: De segunda-feira a sexta-feira, nós vamos no Terminal Central, fazer a campanha com os trabalhadores assalariados do comércio, principalmente. Segunda e terça estamos lá das 5h às 6h. Quarta-feira, nós vamos das 6h às 7h. Quinta-feira e sexta-feira também das 5h as 6h. Sábado nós vamos ao Calçadão de Londrina de manhã das 9h às 10h e à tarde no União da Vitória das 15h às 18h, sendo que no domingo das 14h às 18h:30 nós também fazemos a campanha no bairro União da Vitória. Então são os dois lugares principais: o Terminal Central que aglutina um número imenso de trabalhadores pelo tamanho de Londrina e o bairro União da Vitória, sendo que só sábado o Calçadão de Londrina que tem muita gente que vai fazer suas compras e estão dispostas a se organizarem junto ao PCO.

Diário Causa Operária: Maravilha Pedro. Quer dar uma mensagem final do candidato?

Pedro Catelli: A mensagem do Partido da Causa Operária e do Comitê Eleitoral de Campanha é junte-se a nós! Faça parte do Comitê Eleitoral de Campanha, participe do Conselho Popular União da Vitória, venha panfletar conosco nos horários que vão estar nesta entrevista, entre em contato conosco, se organize e participe da luta do PCO, que a luta do PCO pelo Fora Bolsonaro e pela candidatura do Lula é uma luta de todo o povo trabalhador brasileiro.

Diário Causa Operária: Maravilha. Muito prazer em te conhecer, sucesso e bora pra frente!

Pedro Catelli: Bora pra frente!

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