Extermínio dos trabalhadores
É preciso denunciar o aprofundamento da repressão contra os trabalhadores… resultado do golpe de Estado e da política da extrema direita fascista, expressa em Bolsonaro e Witzel
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Moradores protestaram. |

Na manhã dessa terça-feira (3), o pedreiro José Pio Baía Junior, de 45 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça pela polícia do governador fascista Witzel (PSL), na Rua Etiópia – Vila Kennedy, no Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro.

José Pio trabalhava numa obra na laje quando foi alvejado com tiros da PM. Segundo depoimento de moradores dado ao portal O Dia, morador da região que não quis se identificar, disse: “A polícia o confundiu com bandido por ele estar na laje. Ele estava a cem metros de distância de onde estava tendo um confronto com o tráfico, perto da região da boca de fumo, mas fora da linha de tiro.” Outra moradora denunciou: “Ele estava trabalhando. Não merecia isso não. Mataram e nem socorreram ele”.

O pedreiro trabalhava na laje do bar Varandão da Gana, conforme denuncia o dono do estabelecimento: “Acabaram de matar um trabalhador em cima da minha laje, o cara fazendo a minha laje. O cara trabalhando, cara, o policial atirou. Não tinha ninguém, não tinha ninguém. Policial saiu dando tiro. É impressionante como a gente tá sofrendo aqui na Vila Kennedy”, desespera-se o morador. Indignada, a população fez uma manifestação de protesto bloqueando a Avenida Brasil do meio dia às 15:45 minutos e ateando fogo num ônibus.

É preciso denunciar o aprofundamento da repressão contra os trabalhadores (sobretudo num bairro operário como a Vila Kennedy) resultado do golpe de Estado e da política da extrema direita fascista, expressa em Bolsonaro e Witzel. A única forma de barrar essa ofensiva da direita é através da mobilização popular. Os trabalhadores que bloquearam a avenida e atearam fogo no ônibus mostram a indignação popular que precisa ser orientada e canalizada para uma luta política de conjunto contra os golpistas, assassinos do povo.

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