Pedido do PSOL para que juizes diminuam o próprio salário é inútil: é preciso acabar com o STF

Chico Alencar (PSOL-RJ)

Nessa quinta-feira (8), Chico Alencar (PSOL-RJ) pediu liminar ao Supremo Tribunal Federal a fim de barrar a sanção do reajuste de 16% do salário dos próprios ministros. Para piorar, o ministro relator do caso é Ricardo Lewandowski, um dos principais defensores do citado aumento salarial. Essa situação absurda corrobora com a tese defendida recorrentemente por esse Diário: não é possível confiar nas instituições como método de luta contra as próprias instituições.

Além de corroborarem com a política capituladora da esquerda, o PSOL deixa claro que a liminar não visa questionar o aumento salarial, em si, mas apenas o trâmite legal levado para tal:

“Ressalta-se que não se pretende discutir aqui o mérito (juízo de conveniência e oportunidade) ou constitucionalidade material das alterações substâncias operadas pelo Senado Federal ou da proposição como um todo. Objeta-se, neste momento, tão somente a violação ao devido processo legislativo, acarretadora de afronta a direito líquido e certo do autor”, ressalta o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ)

É preciso deixar claro a o perigo da dessa política psolista para o movimento operário – conforme o Estado burguês desloca-se para a direita, optando por pautas cada vez mais repressivas e de ataque ao povo, chegando ao ápice dessa política com o fascismo; essa esquerda de costumes, cuja política anda a reboque da burguesia, tende também a direita, resumindo-se uma oposição cada vez mais burocrática, inócuo e capituladora. É preciso, pois, quebrar a dependência política da burguesia estabelecendo uma pauta e um conjunto de métodos de luta alinhados apenas com os interesses classistas dos trabalhadores.

Portanto, não é possível combater a arbitrariedade do judiciário através de uma ação judicial. É preciso lutar de fora dessa estrutura, defendendo uma reivindicação própria, a exemplo da defendida pelo PCO:  pela dissolução do STF e pela eleição de todos juízes, com mandatos passíveis de revogação a qualquer momento.