Pernambuco
E sindicalistas ainda apoiam patrões: “mas dessa vez queremos que o Estado participe, nos ajude a encontrar uma solução que não prejudique apenas o trabalhador”
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Ônibus uperlotados - foto: arquivo DCO |

Os patrões do transporte rodoviário de Pernambuco estão levando os trabalhadores para as covas com a atitude estão tomando de demitir mais da metade de seus trabalhadores.

Conforme informações da imprensa do estado, ligada ao portal Uol, na última terça (31), os patrões já começaram a demitir, no entanto, não disseram o total de motoristas e cobradores, mecânicos, etc., que vão ser demitidos, mas já estão acontecendo, já foram demitidos 200 entre a segunda-feira (30/3) e a manhã da última terça (31/3) da empresa Transcol, que opera na Zona Norte da capital. Há um temor de que 60% por cento do efetivo irá para o olho da rua. A situação é muita apreensão junto aos trabalhadores uma vez que ficarão sem emprego, sem salário, sem nenhuma condição, desta forma, de abreviar a situação de miséria e fome, com um agravante do covid-19 e, reduzindo a frota, com a superlotação, o que conseguirão fazer, diante dessa situação é aumentar consideravelmente, o contágio entre a população, principalmente a população pobre e, matar os trabalhadores de fome.

Recentemente os trabalhadores fizeram uma greve cujo objetivo era a de reverter as medidas tomadas pelo governo e os donos dos transportes coletivos, que envolveram a demissão dos cobrados e a sobrecarga dos motoristas, com a dupla função, ou seja, ao mesmo tempo que dirige o ônibus, também tem que fazer a cobrança dos passageiros.

 

Parar contra as demissões

 

No último dia 5 de março, a justiça de Pernambuco, braço golpista do governo, decidiu que os trabalhadores não podiam fazer greve por seus direitos e exigiu a não realização de qualquer assembleia que exigia o retorno dos cobradores e a extinção da dupla função dos motoristas das empresas de ônibus.

O sindicato, diante da situação, fez a opção pela inútil política apoiar a criação de uma comissão de parlamentares da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) envolvendo PT, PSol, PCdoB, PSB e PSD, uma frente ampla com os golpistas para tentar uma audiência com o governo do golpista Paulo Câmara e, no dia seguinte encerrou a greve, sem conseguir reverter a situação, ou seja, preferiram recuar.

Aproveitando-se da capitulação da direção do sindicato, os patrões que fazem do conjunto da população como sardinha, em ônibus superlotados, com tarifas muito elevadas, resolveu aprofundar os ataques, agora, não só contra os cobradores, mas com toda a categoria, tendo como muleta o coronavírus.

Na mesma terça-feira (31) ocorreu uma reunião com o governo de Pernambuco, envolvendo várias secretarias e os patrões do transporte que, porem, a reunião ficou de ser dada continuidade no dia de ontem.

Vale ressaltar que o Sindicato dos Rodoviários do Recife e RMR (Sttrepe), se solidarizou com os tubarões das empresas de transportes, como relatou o sitio JC.Net 10, afirmando que “sabemos que o setor empresarial lamenta as perdas há 30 anos e que há um pouco de exagero nas ações. Que podem estar tirando proveito da pandemia para demitir o trabalhador e reduzir o quadro. Eles já vêm fazendo isso com a dupla função e a retirada dos cobradores. Mas de fato sabemos que há uma crise e que algo precisa ser feito…”

Numa capitulação vergonhosa, diante do ataque dos patrões, o sindicato decidiu que, diante de manobra espúria da empresa e a total apatia do governo golpista de Pernambuco do PSB, Paulo Câmara, disse: “mas dessa vez queremos que o Estado participe, nos ajude a encontrar uma solução que não prejudique apenas o trabalhador”.

Os patrões inclusive os dos transportes, como vemos nos noticiarias da imprensa venal estão pedindo dinheiro para se manterem, inclusive, com interferências dos governadores, no caso, o golpista do PSB de Pernambuco e estão sendo atendidos, como os R$ 1,2 trilhões, ao mesmo tempo que, para os trabalhadores, o governo fascista do Bolsonaro prepara, não valores que possam os aliviar, minimamente, mas deixa-los definhando até que morram de fome ou de coronavírus, no entanto, como ouvimos e vemos, os patrões, ávidos por lucro, também não se importam com a vida de seus funcionários.

Enquanto isso, com as demissões, os trabalhadores do transporte de Pernambuco se somarão aos vários milhões que poderão morrer por não ter nenhum recurso para tentar superar a crise, do desemprego e da epidemia do coronavírus.

Os patrões querem colocar a conta por conta da crise nas costas dos trabalhadores.

É preciso passar por cima da política capitulado da burocracia sindical e organização a reação.

Não à demissão dos trabalhadores, desde motoristas, mecânicos e demais profissionais de manutenção, etc., aumento da frota para que a população possa se utilizar do transporte sem que corra risco de qualquer contaminação, bem como, os profissionais.

É necessário ainda, uma greve e que os trabalhadores tomem para si o controle da empresa e, que a frota seja ampliada para que a população, bem como, os profissionais que nela trabalham.

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