Ataque ao MST
PE: defender o Centro Paulo Freire do Incra bolsonarista
A política de Bolsonaro de avançar sobre assentamentos, privatizar terras, dar títulos individualmente e passar área coletiva para o Estado.
acampamento-normandia
Ataque ao MST
PE: defender o Centro Paulo Freire do Incra bolsonarista
A política de Bolsonaro de avançar sobre assentamentos, privatizar terras, dar títulos individualmente e passar área coletiva para o Estado.
Militantes do MST reunidos em assembleia
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Militantes do MST reunidos em assembleia

O INCRA fez pedido de reintegração, autorizado pelo Juiz Tiago Antunes Aguiar, da 24ª Vara Federal, do terreno onde está localizado o maior centro de formação do MST (movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra) no Nordeste, que está à beira do despejo, em Pernambuco. O local foi acertado com o próprio INCRA desde de 2008 , para destinar a cursos e capacitações de agricultores.

O centro de formação Paulo Freire tem 52 alojamentos e um auditório.  Entre as especialidades estão 38 turmas do curso técnico de Práticas em Agroecologia, conhecido como – pé no chão- e mais de 1.500 agricultores especializados em produção de alimentos saudáveis e fornece merendas para escolas dos municípios do agreste, Zona da Mata e para o Recife

O INCRA Bolsonarista, que deseja exterminar todo o povo brasileiro, agora ataca o MST, e em resposta a essa ofensiva, o dirigente do MST, Jaime Amorim, afirma que o movimento não vai se retirar voluntariamente. “Nós vamos organizar os assentados que estejam dispostos e faremos de Normandia um processo de luta importante. A partir do sábado, montaremos um acampamento permanente”, disse Amorim. O movimento planeja realizar atividades políticas e culturais na entrada do assentamento, às margens da BR-232, em Caruaru.

O que está por traz dessa decisão é a política de Bolsonaro de  atacar todas os centros políticos das organizações.

Jaime, também denuncia que o governo Bolsonaro já traçou um caminho para atacar o MST através da burocracia    estatal. “Como eles podem enfraquecer o movimento? Acabando com nossas conquistas reais. Então pararam o processo de reforma agrária. E agora tentam avançar sobre nossos assentamentos, privatizando as terras, dando títulos individualmente e passando a área coletiva para o Estado”.

Instituições consolidadas, que beneficiam a milhares de pessoas, não podem  ser atacadas por esta política autoritária e personalista de Bolsonaro, que entende que o estado é sua propriedade e que ele pode destruir, desmontar, atacar a seu “bel prazer”, com alegações infundadas, que tem como objetivo verdadeiro destruir todas as organizações de esquerda que exitem no Brasil, organizações estas, que pretendem defender melhores condições de vida para todos e todas.

É urgente a necessidade de nos organizarmos e tomarmos as ruas  com nossas bandeiras, cartazes, faixas e gritarmos Fora Bolsonaro e todos os golpistas, Liberdade para Lula e chamar eleições gerais com Lula candidato.