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Nordeste saiu às ruas pelo fora Bolsonaro

Infiltração nos atos

PDT, PSB e Rede “participaram” dos atos: o que querem?

Sem candidato, partidos do centrão querem se infiltrar nas mobilizações para prejudicar os movimentos populares e a volta da esquerda ao poder

Partidos do Centrão continuam dando sustentação ao governo fascista de Bolsonaro. – Foto: Reprodução

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No ultimo sábado, 19 de junho, a população brasileira, cansada de ser atacada pelo governo fascista de Jair Bolsonaro(sem partido), foi em massa às ruas de todas as capitais do país e de centenas de cidades para protestar. Foram  quase 500 atos. Um bloco vermelho tomou as ruas, o vermelho das lutas sociais e políticas, contra o fascismo e a ditadura, por vacinação em massa, auxílio emergencial digno e pela palavra de ordem do Fora Bolsonaro e todos os golpistas. Foram identificadas nesses atos as presenças de partidos golpistas que hoje fazem parte do centrão que dar base política ao governo Bolsonaro, o apoia nas pautas neoliberais de ataques à população, mas quer passar a ideia de que combate o genocídio do governo.

Segundo Rui Costa Pimenta, Presidente Nacional do PCO, partido que está nas ruas há muito tempo, em plenária de balanço sobre os atos do dia 19, disse que, embora não tenha havido a explosão popular que esperávamos, não há dúvida que o movimento cresceu, sobretudo no Rio de Janeiro e São Paulo, as principais cidades do país. Houve uma expansão dos atos pelo Brasil. O movimento cresceu, apesar de alguns erros da esquerda na convocação, que deve ser estendida à classe trabalhadora e aos bairros populares.

A segunda constatação feita por Rui Costa Pimenta, além do trabalho a ser feito na periferia, é a necessidade de os sindicatos entrarem no jogo, fazerem uma reunião nacional e convocar seus trabalhadores para as manifestações. “Uma ação sindical decidida, nesse sentido”, disse Rui. O MST também foi muito tímido nas manifestações. Tem que chamar as famílias assentadas para participar dos atos. É hora de sair às ruas.

Quanto à participação dos partidos golpistas no ato, Rui Costa Pimenta foi taxativo nesse perigo que se aproxima das mobilizações. Rui criticou a ideia de que, para derrotar o fascismo,  devemos se aliar com demônios como Maia, Fernando Henrique Cardoso e outros direitistas responsáveis por colocar Bolsonaro na presidência. Qual a importância dessas alianças?, questiona Rui. São golpistas que não prestam para nada, assim como a Força Sindical, que não apoiou o ato passado e agora apoia esse, mas não traz trabalhadores para a manifestação, apenas poucos para fazer encenação.Todos esses atos provaram a completa inutilidade desses aliados. Apenas 4 pessoas estavam no ato representando o abutre Ciro Gomes.

Um dos freios que está sendo usado para conter a manifestação é a pandemia. A esquerda pequeno-burguesa está querendo conter as manifestações, desestimular, assustando todos com o problema sanitário. Mas ninguém prova que nessas manifestações houve um aumento de contaminações. Rui diz que não devemos se deixar intimidar com esses setores da burguesia e da esquerda.

A orientação da burguesia para os atos é lançar um candidato alternativo para as eleições. Todo o povo contra Bolsonaro foi de vermelho e o centro, com os partido PSB, PDT, Rede, Cidadania, etc, não tem militantes, não tem povo e nem candidato político para enfrentar essa polarização entre a esquerda e a extrema-direita bolsonarista. A única política do centrão agora é sabotar.

Esse agrupamento reacionário quer atacar o movimento político, miná-lo, desestimular a população brasileira. Elegem Bolsonaro, ficam contra as mobilizações e agora que o povo voltou às ruas, quer levantar a bandeira verde-amarela do Brasil, abaixar as vermelhas e desidratar a essência política do movimento. Estão querendo se aproveitar e conduzir o movimento tirando sua identidade política. É preciso expulsar esses golpistas, os membros do MBL e todas as infiltrações da burguesia comandada pela Rede Globo. Nenhum deles é bem vindo. Estão nas manifestações para desarticular, transformá-la em campanha tipo a das Diretas já, na qual só o PMDB aparecia. O PMDB ajudou a acabar o movimento e os objetivos das diretas foram por água abaixo e a população brasileira viu seu direito de eleger um presidente cair nas mãos do colégio eleitoral.

Não devemos cair nessa história de resgaste da bandeira verde e amarela. Eles estão combatendo a partidarização. Acusam inclusive o PCO a partidarizar o movimento, como se isso fosse proibido. O PCO é pioneiro no estímulo à população para voltar e permanecer nas ruas e enfrentar esse governo. A burguesia quer prejudicar Lula e manobrar o movimento. Toda a esquerda deve levar suas bandeiras de partido, não se deixar envolver por essa burguesia que quer recriar 2013, se infiltrando e tirando a essência do movimento. Essa de “meu partido é o Brasil” é outro golpe conhecido, é coisa da Frente Ampla bolsonarista que quer manter Bolsonaro no poder, pois não tem outro candidato para enfrentar a esquerda.

Todos esses partidos da Frente Ampla querem sabotar o movimento de diversas formas, como levar as manifestações para áreas nobres, aumentar o percurso para dispersar o povo, ou fazer um ato rápido para não mobilizar mais a população.

Para Rui Costa Pimenta devemos exigir que o movimento seja formal, conduzido pelos partidos e organizações de massa. Muitos movimentos oportunistas e infiltrados aparecem para sabotar o movimento, daí a necessidade de plenárias municipais, estaduais e uma condução formal para evitar esses ataques.

Frente única com organizações reais, populares, pública, conhecida e democrática. Não às coordenações secretas, que usurpam os atos e acabam pondo fim ao movimento, alerta Rui Costa Pimenta, que diz ainda que devemos saber quem são as lideranças do ato, excluindo os gaiatos sabotadores. Esses gaiatos que estão nesses partidos da Frente Ampla golpista do PSB, DEM, PSDB, Rede, etc, têm que ser vaiados, expulsos do movimento.

Outra estratégia que o movimento deve adotar para derrotar o governo pela pressão das ruas é não se subordinar ao impeachment, o qual pode ser votado e não passar, dando mais força ao presidente e sua base golpista. A burguesia quer colocar o impeachment em votação como uma manobra, pois sabe que o governo tem maioria na Câmara. A política da esquerda é o Fora Bolsonaro, todos os golpistas e eleições gerais, já, com Lula candidato.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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