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O decreto de intervenção (militar) federal na segurança do Estado do Rio de Janeiro foi levado à votação na segunda-feira, dia 19 de fevereiro, nas duas casas congressuais, Câmara e Senado. O governo golpista não teve maiores dificuldades em ver aprovado o instrumento que irá dar continuidade à política de terror e opressão contra a população das comunidades pobres do Estado Fluminense.

Foram 340 votos a favor da intervenção, contra 72, na Câmara Federal; e  55 votos a favor e 13 contra, no Senado. Foram verificadas algumas abstenções, inclusive uma que, de certa forma, poucos esperavam. A do Senador “progressista” Roberto Requião (PMDB-PR), que tem ocupado a tribuna da casa parlamentar para “criticar” os golpistas.

O placar da votação expressa de forma muito clara o alinhamento do corrupto congresso golpista com os planos de ataque do conjunto do regime burguês contra os mais elementares direitos democráticos da população e da sociedade nacional.

A direita corrupta – como já era de se esperar – entregou quase todos os votos a favor da intervenção, com raras e isoladas defecções. Nenhuma novidade, pois são essas as bancadas que vem garantindo a sobrevivência do moribundo governo Temer. Em duas votações no ano passado sobre a autorização para processar o presidente golpista por corrupção e formação de quadrilha, a direita votou em peso para impedir a abertura do processo contra o presidente clandestino.

Chamou a atenção, no entanto, o posicionamento da bancada do Partido Democrático Trabalhista, o PDT. Atualmente, a sigla abriga o presidenciável Ciro Gomes, um verdadeiro camaleão entre os políticos profissionais do país, tendo já transitado por inúmeras legendas, inclusive algumas identificadas claramente com a direita nacional (PDS, PMDB, PSDB).

O PDT – do candidato camaleão Ciro Gomes – vergonhosamente, inclinou-se diante dos golpistas e votou unanimemente a favor do famigerado decreto de intervenção, tanto na Câmara como no Senado. Talvez essa postura subserviente tenha aparecido como surpresa para alguns desavisados. Mas não podemos esquecer que a bancada “pedetista” foi uma das forças auxiliares na votação do processo farsa do impeachment, que destituiu o governo legitimamente eleito da presidenta Dilma Rousseff, do PT.

Em várias entrevistas, Ciro Gomes vem dirigindo ataques ao ex-presidente Lula, com acusações de cunho nitidamente direitistas ao candidato do PT que, mesmo diante de todos os ataques da direita e perseguições do judiciário, lidera todas as pesquisas de intenções de voto para a corrida presidencial de 2018.

O ex-ministro do governo próprio Lula é, neste sentido, um cavalo de tróia da direita nas eleições. Há quem acredite e se impressione em seu discurso eloquente e desenvolto, e até mesmo o veja como um eventual nome para onde os votos  do ex-presidente Lula poderiam migrar, na hipótese de impugnação da candidatura do petista pelos tribunais golpistas.

Portanto, nenhuma ilusão deve ser alimentada quanto as candidaturas supostamente progressistas de figuras carimbadas da velha política burguesa.

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