Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Presidential candidate Ciro Gomes of the Democratic Labour Party (PDT), casts his vote with his granddaughter, Maria Clara, in Fortaleza, Brazil October 7, 2018. REUTERS/Nacho Doce
|

O golpe de Estado de 2016 permitiu que os trabalhadores enxergassem com maior clareza quem são seus aliados e quem são os oportunistas e demagogos que pretendem submeter o movimento operário aos interesses da burguesia. Pouco a pouco, foi se formando, no interior do Regime Político, um grupo de elementos que querem acabar com todos os diretos trabalhistas e escravizar a população e outro que, mais ou menos consciente dos ataques, procurou resistir.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) perceberam a ofensiva direitista e se mobilizaram antes mesmo de o golpe acontecer, defendendo o Governo eleito democraticamente. Outros setores de menor protagonismo na luta política também procuraram se somar à mobilização contra o golpe de Estado.

Houve setores, no entanto, se infiltraram na esquerda como verdadeiros sanguessugas. Ciro Gomes, Humberto Costa, Kátia Abreu, Renan Calheiros, Armando Monteiro e muitos outros fizeram o que estava a seu alcance para submeter as organizações de esquerda aos seus interesses mesquinhos.

A tendência natural dos trabalhadores e dos demais explorados é, na medida em que o golpe se intensifica e os inimigos de classe são desmascarados, pôr abaixo o Regime Político. O Judiciário, a Polícia Federal, o Ministério Público, a Polícia Militar – tudo que diz respeito ao Estado, em resumo, é controlado pela burguesia e não merece sobreviver. E a função desses oportunistas tem sido justamente impedir que as massas efetivamente se choquem com o Regime.

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) tem sido um dos atores mais importantes na sabotagem da luta contra o golpe. Supostamente apoiador dos governos petistas, o partido só votou contra o impeachment de Dilma Rousseff porque fez uma série de exigências às lideranças do PT. Em nenhum momento, o PDT esteve de fato preocupado com o golpe de Estado: seus membros votaram contra o impeachment apenas para manter alguns cargos e para ganhar algum prestígio popular.

Quando a luta contra o golpe demandou, de maneira mais explícita, a mobilização dos trabalhadores – que é a única ferramenta efetiva capaz de barrar a direita -, o PDT sempre se opôs. Quando os trabalhadores sentiam confiança na liderança de Lula e estavam dispostos a lutar até as últimas consequências pelos seus direitos, o PDT sempre veio criticar a “polarização política” e procurou arrefecer a situação, exigindo um diálogo entre “direita e esquerda”.

O oportunismo do PDT se tornou ainda mais evidente quando este foi tomado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes. Representantes antigos da burguesia, os irmãos Gomes conduziram o PDT a uma série de decisões profundamente direitistas. Entre elas, a aprovação da intervenção militar no Rio de Janeiro.

Ciro Gomes, uma vez candidato a presidente, decidiu militar, dia e noite, contra o ex-presidente Lula. Cada vez mais agressivo em suas falas, Ciro Gomes terminou sua campanha culpando Lula por praticamente todos os problemas do Brasil. Ao perceber que não teve votos para o segundo turno, Ciro viajou para a Europa, de modo que pôde dar uma “desculpa” para não apoiar o candidato petista, Fernando Haddad.

Cid Gomes também se dedicou a atacar o PT. Em um comício, o irmão de Ciro Gomes insistiu em criticar o PT e ainda ridicularizou o fato de a maior liderança petista ser um preso político.

As atitudes dos irmãos Gomes já seriam suficientes para demonstrar que o PDT é um partido inimigo dos trabalhadores, sabotador da luta contra o golpe. Contudo, um acontecimento dessa semana reforçou ainda mais o caráter completamente reacionário desse partido: em três Estados, o PDT decidiu apoiar a candidatura de Bolsonaro.

O PDT é um bom exemplo de que não há qualquer viabilidade de uma “frente democrática” entre os trabalhadores e setores da burguesia. A luta cotra o golpe precisa ser dirigida pela classe operária, isto é, a única verdadeiramente interessada em romper com os golpistas. Liberdade para Lula! Fora Bolsonaro! Abaixo o golpe!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas