Alfabetização
Partido da Causa Operária irá realizar curso de Alfabetização em Blumenau
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Professor dando aula | Foto: Reprodução
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Professor dando aula | Foto: Reprodução

Já no início da revolução russa de 1917 os bolcheviques elencaram como tarefas centrais, 1º a questão militar e 2º a questão da educação. Essas prioridades serviram para estabelecer as condições de avanço do poder proletário, que só conseguiu se consolidar com o povo sendo instruído em uma nova escola erguida sobre os escombros da velha.

Para destacar alguns dos aspectos da educação, vejamos decretos importantes do então governo revolucionário soviético: supressão de todo aparato escolar czarista, supressão das funções de procuradores de distrito, diretores e inspetores de escola, proibição do ensino do catecismo e do latim no programa da escola, criação do NARKOMPROS (comissariado do povo para educação), criação e expansão da rede escolar, criação e expansão de uma rede de creches e escolas infantis com destaque para participação das mulheres, criação de colônias de alfabetização, entre outros.

Essa necessidade de sob o escombro de uma educação reacionário erguer uma nova concepção de escola fez a história humana, excitada pela energia liberada pela revolução proletária, agigantar-se com importantes militantes, tais como: Lenin; Nadezhda Krupskaya, organizadora da importante seção da comissão cientifica estatal – GUS; Anatoly Lunacharsky, primeiro comissário do povo para educação; Pistrak e sua escola comuna do trabalho; Viktor Shulgin e seu conceito de trabalho socialmente necessário; Vygotsky e Leontiev, com suas pesquisas revolucionárias no campo da psicologia, linguagem e educação.

A pedagogia socialista por eles desenvolvida deixou uma contribuição insubstituível não só para a construção da nova escola da URSS, mas para a construção do novo ser humano.

Assim, com base nas pesquisas e reflexões desses pensadores revolucionários, conceitos como o trabalho como princípio educativo, o politecnismo, a escola única, estruturaram os eixos gerais da educação na URSS. Seus objetivos eram: 1º) eliminar o analfabetismo; 2º) organizar a educação pública; 3º) construir a escola única do trabalho; 4º) politecnismo; 5º) relação entre educação e política; 6º) relação da educação com a emancipação da classe trabalhadora..

Muito longe deste empolgante debate desenvolvido na primeira parte do século XX durante a Revolução Russa de 1917, nos deparamos com a situação da população brasileira em 2021, país muito menos atrasado que a Rússia daquela época, mas que logicamente, pelo fato não ter passado por uma revolução proletária como a Rússia, problemas que deveriam ter sido superados pela burguesia não a foram, como no caso do analfavetismo.

A taxa de analfabetismo no Brasil em 2019 é de 6,6%, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Ou seja, o Brasil tem ainda 11 milhões de analfabetos. São pessoas de 15 anos ou mais que, pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não são capazes de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples. Os dados mostram que 18% daqueles com 60 anos ou mais são analfabetos.

Com o crescimento e maior influência do Partido da Causa Operária nas fileiras operárias (que são os mais afetados por este problema) é natural que problemas como este comecem a fazer parte com maior intensidade da vida partidária. Militantes, filiados e simpatizantes analfabetos tem ingressado nas fileiras partidárias, e como partido marxista, o Partido da Causa Operária coloca em primeiro plano a educação política da classe operária, visto isso militantes do PCO na cidade de Blumenau estão organizando um curso de Alfabetização, neste primeiro momento, até para a militância do partido adquirir maior experiência neste campo, o curso será ministrado para militantes, filiados e simpatizantes do PCO, mas a intenção é expandir para os bairros operários onde o partido tem ganhado influência.

O curso será desenvolvido no Centro Cultural Benjamin Perét, com início no dia 01 de Fevereiro deste ano e será ministrado pela militância do PCO na cidade de Blumenau, aos leitores deste diário que quiserem contribuir com a atividade podem entrar em contato com o coordenador da célula, o companheiro Matheus Vetter pelo fone 47 9 9155 2525, uma vez que para organizar a atividade a militância do partido precisará investir na estrutura para o curso como quadro, cadeiras, mesas, etc.

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