Eleições 2020
A uma semana das eleições, Partido chama os trabalhadores a votarem e lutarem PCO 29, o partido da luta contra o golpe, por Fora Bolsonaro e Lula presidente
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ato PR 07
Ato em Salvador, neste domingo 08/11/2020 | Foto: DCO

Nesse domingo (8), a uma semana das eleições municipais de 2020, o Partido da Causa Operária (PCO) organizou atos estaduais por todo o País, para chamar os trabalhadores a votarem e lutarem pelo programa revolucionário, pelo fora Bolsonaro e Lula presidente, por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo.

Os atos ocorreram de norte a sul do País e contaram com a presença de militantes, filiados e simpatizantes, especialmente com a presença dos companheiros que se lançaram na tarefa de serem candidatos para representar o partido da luta contra o golpe.

São Paulo

Através da luta, através da mobilização, nós tiramos Lula da prisão.

Em São Paulo, houve um ato na Praça Roosevelt, com colagem de adesivos da campanha em dezenas de carros e a participação de companheiros de outras organizações, como os Comitês de Luta, Conselhos Populares, Comitê Lula Livre e também do Partido dos Trabalhadores (PT), demonstrando que os atos eleitorais do PCO são atos de luta pela unidade da esquerda em torno das reivindicações da classe operária e não atos eleitoreiros.

O companheiro Antônio Carlos, dirigente nacional do PCO e candidato a prefeito na maior cidade do País, lembrou que neste dia 8 completou-se um ano da libertação do ex-presidente Lula. O dirigente chamou os companheiros Charles e Malvina, ambos militantes do PT, lembrou que ambos tiveram um papel fundamental na luta pela liberdade do ex-presidente. Charles organizou diversas caravanas para Curitiba e Malvina ficou 570 dias na Vigília Lula Livre dos 580 que o ex-presidente esteve refém na masmorra da Lava Jato.

Antônio Carlos destacou que Lula só foi solto devido à mobilização popular dos Comitês de Luta, da qual o PCO foi linha de frente desde o início e disse que esta data marca justamente aquilo que o PCO entende que deve ser feito:

“Através da luta, através da mobilização, nós tiramos Lula da prisão. Nós fizemos o Judiciário golpista – que deu o golpe, que fez a fraude para colocar esse calhorda do Bolsonaro no governo – ser obrigado a recuar em novembro do ano passado!”, afirmou.

Companheiro Antônio Carlos discursa em ato em São Paulo

“O mundo não acaba dia 15 de novembro”, concluiu.

Ele também dirigiu um chamado à esquerda defensora da frente ampla, que se retirou das ruas durante o início da pandemia, quando se levantaram os atos pelo Fora Bolsonaro e agora voltou para pedir votos, tentar eleger um vereador, para fazer promessas para enganar a população:

Façam como o companheiro Charles, façam como a companheira Malvina, façam como o PCO! Não vamos sair das ruas! A eleição vai passar, mas o desgraçado do Bolsonaro vai continuar aí dia 16 de novembro! A eleição vai passar, mas o desemprego, que é recorde no País, vai continuar aumentando. A fome, que já atinge 84 milhões e meio de brasileiros, segundo o IBGE, vai continuar aumentando. O número de mortos, que são mais de 163 mil, 14 mil só aqui na cidade de São Paulo, infelizmente vai continuar crescendo.

“Então nosso chamado aos companheiros do PT e de toda a esquerda e a todos aqueles que querem se posicionar diante da luta política: O mundo não acaba dia 15 de novembro! Pelo contrário, a partir do dia 15 nós precisamos intensificar nossa mobilização. É preciso colocar de pé um movimento nacional, de luta, que não espere mais dois anos pelas eleições”, discursou.

Antônio Carlos ainda declarou: “Para lutar contra as graves consequências que o povo brasileiros está sentindo na pele, é preciso um movimento para recuperar os direitos políticos do Lula. E isso só pode ser feito através da mobilização. Não vai ser feito com discurso na Câmara, nem com vereadorzinho eleito aqui e acolá. Não vai ser feito babando juízes golpistas do STF. Vai ser feito como nós fizemos ano passado. É na rua, é na mobilização, é chamando os trabalhadores a se mobilizarem.”

O companheiro Antônio Carlos encerrou seu discurso no ato falando sobre as eleições nos EUA, citando o fato da Rede Globo ter comemorado a vitória dos Democratas junto com partidos de esquerda. Lembrou que isso é um grave erro da esquerda, dado que Biden foi vice do governo Obama, que articulou a derrubada da ex-presidente Dilma no golpe de Estado de 2016. Portanto, que não se deve semear ilusões, como a frente ampla faz, em setores da burguesia, mas que é preciso construir um partido operário, revolucionário, que lute pela classe operária, por Fora Bolsonaro e Lula presidente por um governo dos trabalhadores.

Mobilização nacional

Atos também ocorreram em diversas outras capitais, como Salvador, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Teresina, entre outros.

O PCO não lança candidatos de si mesmo, mas um programa de luta

Ato em Curitiba teve companheiros novos que ingressaram no partido

O companheiro Diogo Furtado, que é candidato a prefeito pelo PCO em Curitiba, explicou por que o partido está nas eleições:

“Nossas estatais privatizadas, o ensino sucateado e também privatizado. Não vai ser agora que a solução vai vir por cima. Nunca vieram soluções por cima, mas sim sempre pela pressão popular, pela mobilização, pela consciência e organização da classe trabalhadora em pressionar para que as coisas aconteçam”, disse.

Em seguida ele reafirmou o caráter coletivo das candidaturas do Partido, dizendo que “é por isso que o PCO não lança candidatos de si mesmo, mas um programa de luta, para transformar as eleições numa tribuna de luta, pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas, por um governo dos trabalhadores. Contra as privatizações, contra a retirada de direitos”.

O companheiro Emmanuel Lobo, que é candidato a prefeito pelo PCO na cidade de Paranaguá, citou que pela 1ª vez na história do país há mais desempregados do que empregados, resultado da política da direita golpista. E explicou o porquê o ato do partido e a participação nas eleições:

Nós estamos aqui, não para fazer demagogia como a direita golpista [ele se referia aos candidatos da direita golpista que também faziam campanha na praça], mas sim para chamar os trabalhadores a lutarem contra o genocídio de mais de 160 mil mortos na pandemia. Só no Paraná, Ratinho Jr [PSD] e Rafael Greca [DEM] mataram mais de 10 mil pessoas e os seus candidatos estão aqui fazendo demagogia para enganar o povo e fazer um governo contra os trabalhadores.

Em seguida, o companheiro denunciou que as eleições são uma farsa, montada para perpetuar o regime:

“Nós estamos aqui para chamar os trabalhadores a lutarem por fora Bolsonaro e todos os golpistas, porque as eleições não vão resolver nada, se fossem resolver alguma coisa, tem eleições de 2 em 2 anos, o País estaria uma maravilha, não estaria essa desgraça, com as estatais sendo entregues para os EUA, para a Europa, pros capitalistas estrangeiros que vem aqui roubar as riquezas do nosso país e matar nosso povo de fome e de coronavírus”, disse.

Emmanuel concluiu dizendo que o partido lança candidaturas de luta, que representam esse programa pelo Fora Bolsonaro e Lula presidente por um governo dos trabalhadores, que veio de antes das eleições e irá continuar depois delas.

Ato em Salvador

Uma campanha militante

Sob a campanha do “Vote e lute com o PCO 29”, “Trabalhador vota em trabalhador”, “Quem bate cartão não vota em patrão”, o partido ganhou bastante audiência nas redes sociais, mesmo com todas as restrições impostas pelo sistema eleitoral ditatorial e reforçadas pela imprensa burguesa, organizadas para eleger os candidatos da direita e da extrema-direita golpistas.

Isso porque a campanha do PCO é uma campanha militante, ou seja, de contato direto com os trabalhadores, seja nas fábricas, nos terminais de ônibus, trens e metrôs, seja nos bairros. De porta em porta, o Partido leva diretamente aos trabalhadores um programa que os chama para lutar em torno das suas reivindicações mais essenciais: trabalho, salário, terra, moradia, saúde, educação, entre todas as demais reivindicações que só serão possíveis num governo dos trabalhadores da cidade e do campo.

Nesta reta final da campanha, o partido intensificará as atividades e encerrará a campanha com atividades sociais em todo o país, no próximo sábado (14), véspera das eleições. Uma oportunidade para reunir todos os militantes, filiados e simpatizantes, familiares, amigos, que fizeram das eleições uma tribuna de luta pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas, Lula presidente por um governos dos trabalhadores.

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