Retrospectiva 2020
Enquanto a esquerda entregava nas mãos dos políticos burgueses o “enfretamento” ao coronavírus, o PCO demonstrava que era possível ir às ruas
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Ato presencial de 1º de Maio do PCO | Foto: Reprodução

O dia internacional do trabalhador é uma tradição centenária que muito custou aos trabalhadores para ser mantida. Custou a vida dos Martíres de Chicago, de operários socialistas e comunistas na Alemanha nos anos de 1930, e de incontáveis outros que se levantaram em atos públicos contra ditaduras e regimes inimigos do povo.

No ano de 2020, a pandemia do coronavírus deu um pretexto para que as direções do movimento sindical mundial cancelassem o evento e abalassem essa tradição centenária. 

No Brasil, a responsabilidade de manter a bandeira de luta dos trabalhadores erguida coube ao PCO. Diante da desastrosa política das centrais de suspender o 1º de Maio real e substituí-lo por uma transmissão ao vivo – e, ainda mais, convidar bandidos políticos, carrascos do povo como Fenando Henrique Cardoso, Rodrigo Maia e outros para participar -, uma outra política apareceu e se mostrou corajosa, ousada e correta, a de protestar nas ruas e de manter a independência de classe.

O 1º de Maio, dia do trabalhador, ocorreu graças à sua vanguarda. Esse 1º de maio e essa vanguarda apontaram o caminho: Ir ao povo, ir às ruas, mobilizar, nenhum acordo com inimigos do povo e bandidos políticos, lutar para derrubar Bolsonaro e garantir a sobrevivência do povo.

O companheiro Rui Costa Pimenta destacou em sua participação na TV 247  à necessidade de um  "1º de maio sem bandidos políticos"

"O 1º de Maio é o dia histórico de luta da classe trabalhadora mundial. É um ato de classe e, portanto, a presença da burguesia de qualquer tipo não é admissível. Aqui, no entanto, se trata da comunhão com a direita e a extrema-direita nacional. O que pretendem estes supostos dirigentes sindicais ao convidar um Witzel, cuja política era atirar livremente para matar a população do Rio de Janeiro, um FHC, que destruiu a maior parte da indústria estatal brasileira e criou um estado de fome permanente para milhões de brasileiros, uma situação que até hoje – quase duas década depois do seu governo infame – continua a existir?

Para Rui, a questão se colocava de maneira simples: "Nenhum militante sério do movimento operário, da esquerda, dos movimentos democráticos pode participar de um 1º de Maio onde comparecerá a elite do golpe de Estado de 2016, os eleitores de Bolsonaro e os maiores incentivadores do fascismo nacional." 

1º de Maio do PCO revelou o caminho para enfrentar a crise

Em oposição à política capituladora da esquerda, o Partido da Causa Operária realizou um ato presencial, transmitido pela Causa Operária TV, com a participação de militantes de vários estados do Brasil, em um chamado feito dentro da política geral do partido para organizar o povo e sua luta.

Essa política se fez presente antes mesmo do ato, através do chamado do partido à organização da população em conselhos populares, nos bairros populares, nas favelas e cidades operárias. É a única alternativa que o partido entende possível para reagir aos ataques da direita e à crise de saúde que a população enfrenta.

Ao contrário dessa política, de luta independente do povo, foi o registrado no ato da esquerda, de 1º de Maio, realizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outros centrais, no qual foi convidado um dos piores inimigos do trabalhador brasileiro, Fernando Henrique Cardoso, para fazer sua “intervenção”, dentre outros algozes do povo.

O ato do PCO mostrou que é possível organizar o povo e que, como a situação se apresenta, é uma necessidade para suas lutas  por seus direitos, pelo direito a não morrer por coronavírus, pelo direito a comer, ter onde morar, etc. 

Não é possível aguardar que a mesma direita que deu o golpe de Estado de 2016 resolva os problemas do povo. Que os que defendem o fim dos direitos trabalhistas, agora, decidam que vão lutar pelos direitos do povo.

Desde sempre, todo e qualquer direito do povo, em escala mundial, foi conquistado através da luta do povo, dos trabalhadores, através de suas organizações de luta. Nunca a burguesia entregou nada aos trabalhadores que não fosse pela luta, muitas vezes violenta, dos trabalhadores, dos negros, do povo pobre.

É criminosa a política das lideranças de esquerda, que na época estavam de cabeça na politica demagógica da burguesia de #ficaemcasa. Defendiam essa questão para salvar as suas próprias vidas, quando a maioria do povo estava nas ruas, em alguns casos, desde o início da quarentena, como é o caso dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), rodoviários, operários, entre tantas outras.

Os representantes dos sindicatos, centrais, etc. deveriam estar mobilizando suas bases, o povo, para impedir o verdadeiro genocídio que  está sendo a pandemia do coronavírus, além da própria crise econômica, que deixa dezenas de milhões de pessoas desempregadas e passando fome. 

É no marco das tradições do movimento operário mundial que o PCO realizou seu ato de 1º de Maio. Com independência, sem rabo preso com a burguesia, com caravanas de militantes de todos os estados. Na verdade, o ato foi um pontapé para a luta que se apresenta para todo povo, uma luta de vida e morte, contra a direita golpista.

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