Em meio à pandemia
Em panfletagens nos metrôs da capital, militantes do PCO puderam constatar que os metroviários também estão sem nenhuma proteção, órfãos de sindicalistas, atacados por BolsoDória
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Militantes realizam panfletagem no metrô Itaquera. Foto: DCO |

Em novas atividades da luta contra a condenação à morte dos trabalhadores do país pela política fascista de Jair Bolsonaro e João Dória, assim como as realizadas em importantes setores dos correios na capital paulista nas semanas anteriores, militantes do PCO, da Corrente Educadores em Luta e dos comitês de Luta contra o golpe, realizaram importantes panfletagens nesta segunda feira, em duas das mais movimentadas estações do metrô em São Paulo, Itaquera e Barra Funda, contra a total falta de combate à proliferação do Covid 19 entre a população.

As panfletagens que distribuíram mais de 5 mil boletins tinham por objetivo esclarecer a população sobre a política criminosa dos governos fascistas quanto ao combate ao Covid 19 que praticamente não existe e chamar os trabalhadores do Metrô a paralisarem suas atividades, frente ao grande risco de contaminação dos metroviários, mas também o alto grau de contaminação que ocorre todos os dias no transporte público lotado da cidade de São Paulo, entre eles o metrô.

Na panfletagem em Itaquera, onde foram distribuídos mais de 2 mil boletins, chamou a atenção a vista grossa feita inclusive pelos seguranças do metrô, que costumeiramente procuram impedir panfletagens, pois o panfleto trazia em seu título, com letras garrafais “É preciso parar o metrô para defender a vida dos metroviários e da população”, pois o panfleto também estava a defender a vida deles. Além disso, vários metroviários nas bilheterias e outros serviços apoiaram a iniciativa, dizendo, “Estão faltando EPIs!” foram vistos pela militância vários metroviários sem máscaras, “companheiros já foram contaminados”, “De fato, assim não dá pra continuar!”.

O panfleto chama os trabalhadores do metrô a passar por cima da paralisia das direções sindicais que fecharam suas portas e deixaram os trabalhadores a própria sorte, para que os metroviários imponham o trabalho apenas com equipamentos de proteção individuais(EPIs) necessários à proteção dos funcionários cedidos pelo metrô, assim como limite de lotação que garanta a segurança dos metroviários e usuários, mantendo também a regularidade dos trens, redução da jornada de trabalho e contratação emergencial de mais funcionários, assim como concessão de passe gratuito para desempregados e estudantes para que o povo possa ter acesso a hospitais e outros locais necessários.

Só saindo da paralisia podemos derrotar o coronavírus e aqueles que dão sustentação à transmissão do vírus, os governos golpistas de Dória a Bolsonaro.

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