Mobilização operária
No último domingo (22) militantes do PCO e dos Comitês de luta participaram de protestos contra o racismo, a violência policial, e também pelo Fora Bolsonaro
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Protestos aconteceram em Nova York no último domingo (22) | Foto: Reprodução

Após o assassinato de um operário negro, João Alberto, em uma loja da multinacional Carrefour, em  Porto Alegre, na semana passada, diversos protestos foram realizados em todo o Brasil, em diversas unidades do Carrefour, ganhando repercussão mundial.

Os protestos não se resumiram só ao Brasil, e chegaram também aos Estados Unidos, uma das nações que nos últimos meses vive uma das maiores radicalizações e polarizações da classe operária diante do racismo e da exploração dos trabalhadores em meio a crise. No último domingo (22), foi realizado um protesto na cidade de Nova York com a participação de membros da Coalizão Negra e os militantes do Comitê de Luta dos Estados Unidos, com a presença do Partido da Causa Operária. Além do protesto contra o racismo e contra o ocorrido ao companheiro João Alberto, o comitê de luta também celebrou os 110 anos da Revolta da Chibata, movimento liderado pelo marinheiro negro João Candido, além de colocar as palavras de ordem pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas.

Os militantes do PCO estiveram presentes em mais uma manifestação da classe operária, diante do atual momento político mundial. A tendência a radicalização é cada vez maior, ao passo que o regime cada vez mais reprime, oprime, e tenta esmagar a classe trabalhadora, com as ofensivas da extrema direita e do neoliberalismo.

Os Estados Unidos vivem desde o começo do ano uma sequência de protestos e mobilizações dos trabalhadores diante da violência policial racista e também pelas suas condições de vida em meio a uma crise econômica intensa atrelada a uma pandemia que gerou uma verdadeira crise sanitária no país, afinal os Estados Unidos não conta com serviço de saúde pública. A política genocida da burguesia e seus governos já levou a mais de 260 mil mortos no País.

O crescimento da mobilização cresce na mesma proporção em que a população é cada vez mais oprimida, e a polarização faz com que isso aconteça de forma ainda mais rápida. Outro fator que demonstrou que há uma verdadeira crise nos Estados Unidos foram as eleições, onde a fragilidade do próximo governo, de Joe Biden, é clara e ao contrário do que se imaginava, a vitória do “democrata” foi muito mais acirrada do que o esperado. Muitos votos da população americana para Donald Trump foram uma forma de protesto contra as políticas que viriam com Joe Biden, afinal ele já é conhecido da população, pois foi vice presidente de Barack Obama, um dos governos que mais jogou bombas em outros países, provocou guerras e aplicou golpes de Estado em diversas nações, incluindo o Brasil.

Além da crise democrata com a população, ela também está ocorrendo dentro do próprio partido, onde alas mais progressistas já evidenciaram que não estarão de acordo com conciliações entre o governo e grandes representantes do capitalismo. Esse fator atrelado a forte tendência a mobilização dos trabalhadores cria um ambiente favorável a classe operária. Apesar da situação caótica, esse tipo de embate entre a classe operária e a burguesia cada vez maior cria condições cada vez melhores para a criação de um partido verdadeiramente operário no coração do imperialismo, fugindo do eixo dominante do poder entre republicanos e democratas, que apesar de serem apresentados como antagônicos representam duas faces de uma mesma moeda, que exploram, matam e prejudicam os trabalhadores em todo o mundo, não somente em terras norte americanas.

Os fatores que levam a uma maior radicalização e mobilização dos trabalhadores são parecidos no Mundo todo, justamente porque as políticas de dominação aplicadas pela burguesia são as mesmas independente se estamos falando de países imperialistas ou explorados. A classe operária vive as mesmas mazelas em benefício de uma pequena parcela da população que domina os meios de produção, que é a burguesia.

A violência contra a população mais pobre seja ela feita pelos aparelhos de repressão do Estado ou privada da burguesia, o racismo, a maior exploração, o descaso dos governos com a pandemia e a qualidade de vida dos trabalhadores, o desemprego, os governos de extrema direita, entre tantos outros fatores unem os trabalhadores do mundo todo em torno das suas condições e os incentivam a se mobilizarem contra a atual situação da classe operária mundial. Seja no Brasil, ou nos Estados Unidos, a tendência de mobilização é grande, e nos Estados Unidos pode significar o surgimento de partidos realmente operários e comprometidos com a luta de classes.

Diante de problemas tão parecidos, é comum que haja o que vimos no caso de George Floyd no começo do ano, em que os brasileiros também saíram às ruas pelo fim da violência policial e do racismo, assim como os norte-americanos saíram às ruas para protestar contra o ocorrido a João Alberto, isso mostra a tendência de mobilização e radicalização de toda a classe operaria, e isso também inclui os protestos contra a extrema direita e o Fora Bolsonaro e todos os golpistas, manifestações que acontecem em todo o mundo com a participação do Partido da Causa Operária,  na maioria delas.

É evidente que os trabalhadores se encontram em situação cada vez mais favorável a sua organização e mobilização, e por isso é imprescindível a presença de um partido operário para que isso aconteça, por isso o PCO está nas ruas, seja no Brasil, nos Estados Unidos ou na Europa, para denunciar os governos de extrema direita e lutar pelo governo dos trabalhadores.

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